avc – INFFORMA – Informação é tudo! https://infformadf.com.br Mon, 12 Jan 2026 17:20:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 DF terá centro pioneiro de reabilitação com exoesqueletos inteligentes https://infformadf.com.br/df-tera-centro-pioneiro-de-reabilitacao-com-exoesqueletos-inteligentes/ https://infformadf.com.br/df-tera-centro-pioneiro-de-reabilitacao-com-exoesqueletos-inteligentes/#respond Mon, 12 Jan 2026 17:00:31 +0000 https://infformadf.com.br/?p=48309 Projeto une pesquisa, tecnologia robótica e SUS para tratar sequelas neurológicas

Brasília, 12 de janeiro de 2026 – A governadora em exercício Celina Leão assinou, nesta segunda-feira, o projeto de pesquisa que viabiliza a implantação do primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal. A iniciativa será dedicada ao desenvolvimento e à pesquisa de exoesqueletos inteligentes, com foco na reabilitação de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições neurológicas que comprometem a marcha, o equilíbrio e a funcionalidade. O investimento total previsto é de R$ 2,912 milhões.

Após a conclusão da fase de pesquisa, o centro deverá ser incorporado à rede pública de saúde, em integração com o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IgesDF). Com isso, o DF passa a se posicionar como referência nacional em inovação voltada à tecnologia assistiva robótica aplicada à saúde.

Durante a assinatura, Celina Leão destacou que a iniciativa representa um compromisso com políticas públicas orientadas para o futuro. Segundo a governadora em exercício, o projeto reforça a reabilitação como parte essencial do cuidado integral em saúde e amplia a incorporação de avanços científicos ao Sistema Único de Saúde (SUS), com equidade e responsabilidade.

A proposta prevê uma estratégia em duas frentes. A primeira contempla a aquisição e adaptação de um exoesqueleto comercial de última geração, direcionado a pacientes com maior potencial de recuperação funcional. A segunda envolve o desenvolvimento nacional de um andador robótico inteligente, de menor custo e com possibilidade de ampla escala, voltado a pessoas com distúrbios de marcha e equilíbrio.

Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o projeto fortalece toda a linha de cuidado, desde a fase aguda até a reabilitação. Ele ressalta que a iniciativa amplia as possibilidades de tratamento para pacientes com sequelas de AVC, vítimas de acidentes e pessoas com doenças neuromusculares, promovendo mais autonomia e qualidade de vida.

A estimativa é que o centro possa atender entre 1,5 mil e 2 mil pacientes por ano. Além disso, a expectativa é de uma economia superior a R$ 300 milhões em cinco anos para o sistema público de saúde, a partir da redução de internações prolongadas, reinternações e custos relacionados à dependência funcional.

O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Leonardo Reisman, explica que o projeto terá duração de 18 meses e será desenvolvido em parceria com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (UnB). Nesse período, as atividades serão voltadas exclusivamente à pesquisa, incluindo a aquisição do exoesqueleto e o desenvolvimento do andador robótico, ambos com aplicações em pesquisa e inovação.

De forma experimental, pacientes da rede pública com condições neuromotoras poderão participar dos protocolos de reabilitação durante a fase de pesquisa. O atendimento será destinado a usuários regulados na rede da Secretaria de Saúde, encaminhados por centros especializados em reabilitação, hospitais e ambulatórios do DF, incluindo unidades da SES-DF e do IgesDF.

O presidente do IgesDF, Cleber Fernandes, destacou que o Hospital de Base, como hospital-escola e de pesquisa, terá papel estratégico na iniciativa. Segundo ele, a participação no projeto amplia a atuação científica da rede pública e reforça a integração entre assistência, ensino e pesquisa.

A execução ficará sob a coordenação do Laboratório de Automação e Robótica da UnB, reconhecido nacionalmente na área de robótica aplicada à saúde. A iniciativa conta ainda com uma rede clínica parceira formada pelo Hospital Universitário de Brasília, Hospital de Base e Hospital de Apoio, assegurando a validação das tecnologias em ambiente real do SUS. A equipe envolvida reúne engenheiros, fisioterapeutas e médicos especialistas, garantindo a integração entre desenvolvimento tecnológico, evidência clínica e futura incorporação das soluções ao cuidado em saúde.

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Campanha Maio Vermelho é instituída no DF para reforçar prevenção ao AVC https://infformadf.com.br/campanha-maio-vermelho-e-instituida-no-df-para-reforcar-prevencao-ao-avc/ https://infformadf.com.br/campanha-maio-vermelho-e-instituida-no-df-para-reforcar-prevencao-ao-avc/#respond Thu, 12 Jun 2025 13:10:34 +0000 https://infformadf.com.br/?p=42318 Iniciativa promove ações de conscientização sobre sintomas, prevenção e atendimento qualificado na rede pública de saúde do DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) instituiu a Campanha Maio Vermelho, voltada à conscientização da população sobre o acidente vascular cerebral (AVC). A publicação da norma está disponível no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (11).

Durante o mês, entidades e profissionais de saúde devem promover ações informativas sobre fatores de risco, prevenção, identificação precoce dos sintomas e divulgação de estabelecimentos capacitados a atender pacientes com AVC. Entre as atividades previstas estão palestras, treinamentos, eventos, inserções publicitárias e conteúdo midiático.

Risco nacional

No Brasil, o AVC é uma das principais causas de mortes, com uma vítima a cada 7 minutos, chegando a 120 mil por ano, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil. Cerca de 70% dos sobreviventes ficam com algum grau de incapacidade e 50% se tornam dependentes para a realização de atividades cotidianas.

Em 2023, o DF registrou mais de R$ 7,4 milhões em custos com internações por derrame, com uma média de R$ 2,9 mil por hospitalização. “Diante desse cenário, o conhecimento amplo sobre sinais e sintomas do AVC torna-se imperativo. A partir da informação, a população pode buscar assistência de forma rápida. O diagnóstico precoce é favorável a uma intervenção médica ágil, que melhora o desfecho clínico e diminui as complicações e mortalidade”, explica a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Edna Maria Marques de Oliveira.

AVC no Quadrado

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Saúde do DF alerta para prevenção e diagnóstico precoce de AVC entre jovens https://infformadf.com.br/saude-do-df-alerta-para-prevencao-e-diagnostico-precoce-de-avc-entre-jovens/ https://infformadf.com.br/saude-do-df-alerta-para-prevencao-e-diagnostico-precoce-de-avc-entre-jovens/#respond Tue, 06 May 2025 04:32:34 +0000 https://infformadf.com.br/?p=41386 Sedentarismo, obesidade, tabagismo e exposição à poluição estão entre os principais fatores de risco; estilo de vida interfere nas chances de sofrer com a condição

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) entre pessoas com menos de 45 anos têm se tornado cada vez mais frequentes, chamando a atenção de especialistas para os riscos associados ao estilo de vida moderno. A combinação de fatores como hipertensão, sedentarismo, obesidade, tabagismo – inclusive o uso de cigarros eletrônicos – e controle inadequado de doenças crônicas está diretamente ligada ao aumento desses registros, segundo a neurologista e referência técnica distrital (RTD) Letícia Rebello.

“O AVC deixou de ser uma condição exclusiva de pessoas idosas. Hoje, vemos cada vez mais jovens sendo afetados por hábitos que colocam a saúde cardiovascular em risco”, alerta.

A neurologista destaca a importância de se diferenciar os tipos de AVC: “Existem dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. De modo geral, o AVC isquêmico é prevalente, representando cerca de 85% dos casos, enquanto os hemorrágicos correspondem a aproximadamente 15%”.

A médica faz, ainda, uma observação sobre a ocorrência em pacientes jovens: “Nos casos de AVC hemorrágico, é importante considerar a possibilidade de malformações cerebrais, como aneurismas, ou malformações arteriovenosas, que podem levar ao sangramento intracraniano. Isso precisa ser investigado, especialmente quando o paciente não apresenta fatores de risco cardiovasculares conhecidos”.

A profissional de saúde destaca o impacto da poluição ambiental: “Uma publicação recente da revista The Lancet aponta que a exposição à poluição do ar está relacionada ao risco elevado de AVC em todas as faixas etárias”.

Arte: Agência Saúde

Apesar da gravidade da condição, pacientes jovens costumam ter maior potencial de recuperação, como informa Rebello: “A idade, por si só, é um fator de risco para um pior prognóstico no AVC. Quando excluímos outras variáveis, como histórico familiar e comorbidades, apenas o fato de o paciente ser mais jovem já indica melhor chance de recuperação”.

A reabilitação, no entanto, depende da gravidade do caso. “Pacientes que apresentam AVCs mais severos — com perda de movimento, alteração de sensibilidade e fala — são encaminhados para um plano de reabilitação direcionado, que inclui fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento por equipe de fisiatria. A boa notícia é que, entre os jovens, mesmo nos casos mais complexos, a recuperação tende a ser mais efetiva”, reforça a neurologista.

Prevenção é o melhor caminho

A melhor forma de evitar o AVC — em qualquer faixa etária — é o controle dos fatores de risco cardiovasculares. “É essencial manter a pressão arterial sob controle, tratar o diabetes e o colesterol alto, manter um peso saudável, evitar o tabagismo e praticar atividade física regular. Além disso, é importante realizar avaliação médica periódica, especialmente se houver histórico familiar de doenças cardiovasculares”, orienta Rebello.

A SES-DF reforça a importância do diagnóstico precoce e da procura imediata por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sinais de AVC, como formigamento, perda de força em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou entender, perda súbita da visão e dor de cabeça intensa sem causa aparente. Em caso de suspeita de AVC, ligue para o Samu (192) ou vá ao hospital mais próximo.

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Cerca de cinco pessoas com AVC foram internadas diariamente em 2022 no DF https://infformadf.com.br/cerca-de-cinco-pessoas-com-avc-foram-internadas-diariamente-em-2022-no-df/ https://infformadf.com.br/cerca-de-cinco-pessoas-com-avc-foram-internadas-diariamente-em-2022-no-df/#respond Tue, 07 Feb 2023 14:04:40 +0000 https://infformadf.com.br/?p=23072 Segundo a Secretaria de Saúde, no total foram 1626 hospitalizações pela doença

No ano de 2022, foram realizadas 1626 internações de vítimas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), no Distrito Federal. Os dados são da Secretaria de Saúde.  Em média, aproximadamente cinco pacientes foram internados com a doença por dia na capital federal.

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, o AVC acontece quando o suprimento de sangue, que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando os neurônios de receber oxigênio e nutrientes. Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral. “É uma doença muito perigosa, que pode deixar a pessoa com sequelas e até mesmo levar à morte . Em caso de suspeita de um AVC é imprescindível buscar ajuda médica o mais rápido possível”, alerta o médico.

Popularmente conhecido como derrame, a doença é a segunda que mais mata no Brasil. “O AVC, que muitas vezes acontece de maneira silenciosa, tem como principais sintomas: o formigamento de um dos lados do corpo, náusea, vômito, sorriso assimétrico, fraqueza, falta de forças para levantar pernas e mãos e fala embolada”, explica Victor.

O neurocirurgião lista alguns cuidados com a saúde  que podem evitar o Acidente Vascular Cerebral. Veja quais são:

  • Controle da hipertensão;

  • Controle do estresse;

  • Fazer o tratamento indicado para o diabetes;

  • Redução nos níveis de colesterol;

  • Manter o peso;

  • Praticar exercícios físicos regularmente;

  • Não fumar ou fazer uso de drogas;

  • Evitar o uso excessivo de álcool;

  • Manter uma alimentação saudável

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O inverno chegou, cuidado: doenças respiratórias e risco de infarto aumentam com o frio! https://infformadf.com.br/o-inverno-chegou-cuidado-doencas-respiratorias-e-risco-de-infarto-aumentam-com-o-frio/ https://infformadf.com.br/o-inverno-chegou-cuidado-doencas-respiratorias-e-risco-de-infarto-aumentam-com-o-frio/#respond Sat, 09 Jul 2022 03:32:35 +0000 https://infformadf.com.br/?p=19404 Especialista alerta sobre importância de tomar alguns cuidados, principalmente para pacientes do grupo de risco

O inverno chegou e, com ele, o risco de adoecer. Com as baixas temperaturas e ar frio e seco, aumentam os casos de doenças respiratórias e, também, os casos de infarto e AVC. Para evitar crises e internações, é preciso tomar cuidado redobrado, principalmente se você é do grupo de risco.

Pacientes que fumam, têm hipertensão arterial, são sedentários, obesos, têm rinite, asma, bronquite ou enfisema pulmonar estão entre os principais afetados nessa época do ano.

“A baixa umidade do ar, as alterações bruscas de temperatura e o aumento da poluição atmosférica são fatores preocupantes e surgem juntos nesse período. Em Brasília, temos ainda o agravante da baixa umidade do ar e tempo muito seco. Com isso, é um período de risco grave para alguns pacientes”, explica o médico cardiologista e responsável pela Clínica Amplexus, Dr. Fabricio da Silva.

O frio tem relação direta com o aumento de infartos e doenças respiratórias e o principal motivo é a reação do nosso corpo ao frio e o mecanismo que ele adota para manter nossa temperatura interna próxima de 36ºC.

Infarto e o frio

Quando a temperatura cai, principalmente abaixo de 14ºC, nosso organismo inicia um processo de vasoconstrição. “Nossas extremidades sentem frio e o corpo aumenta o metabolismo para se aquecer. Com isso, os vasos sanguíneos se contraem, diminuem o diâmetro. Esse é o primeiro ponto de perigo”, explica o cardiologista.

Segundo ele, nesse processo, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue e irrigar os órgãos. No frio as pessoas acabam bebendo menos água e favorecendo a desidratação.

“É um conjunto de fatores, sangue mais denso, coagulando facilmente, aumento da pressão sanguínea, maior risco de placas de gordura se desprenderem no interior das artérias e isso tudo bloquear o fluxo de sangue, provocando o infarto”, completa o cardiologista.

Doenças respiratórias

O ar frio atua como irritante das vias aéreas, o que acarreta mais sintomas alérgicos, como a falta de ar e a coriza. Com o tempo frio, as pessoas tendem a passar mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação, o que favorece também a maior transmissão de viroses, gripes e resfriados.

Com a vasoconstrição do organismo para manter o corpo aquecido, o funcionamento das vias aéreas é prejudicado. “O funcionamento do nosso corpo se altera, perdemos água e calor com a respiração e nossas vias aéreas ficam mais secas e vulneráveis a irritações e infecções”, ressalta Dr. Fabricio da Silva.

Cuidados no frio

Uma das melhores formas de evitar as crises e doenças respiratórias nessa época do ano é manter ambientes ventilados, sem acúmulo de poeira, e se hidratar bastante.

No caso das doenças cardiovasculares, é importante evitar os choques térmicos, proteger-se das baixas temperaturas, agasalhar-se bem e evitar a exposição prolongada ao frio intenso.

Além disso, nos dois casos, é essencial manter o check-up em dia, ter sempre o acompanhamento de um médico, fazer exercícios físicos regularmente, beber bastante água, evitar comidas gordurosas e com muito sal e não abandonar a medicação.

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Remédios para emagrecer estariam associados a AVC e alterações neurológicas https://infformadf.com.br/remedios-para-emagrecer-estariam-associados-a-avc-e-alteracoes-neurologicas/ https://infformadf.com.br/remedios-para-emagrecer-estariam-associados-a-avc-e-alteracoes-neurologicas/#respond Tue, 25 Jan 2022 08:43:20 +0000 https://infformadf.com.br/?p=14934 Endocrinologista explica que uso indiscriminado e elevação do risco de doenças graves, além de relação com suicídio, ainda são assuntos que envolvem esses medicamentos

O “remédio para emagrecer” é um sonho, afinal todos desejam comer sem se preocupar com calorias, percentual de gordura e outros detalhes. Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) constatou que a obesidade já atinge 21,5% dos adultos nas capitais brasileiras.

Nesse cenário, se tornou muito fácil encontrar nas drogarias promessas de perda de peso com uma simples pílula. Contudo, a endocrinologista Pryscilla Moreira, membro da Singulari Medical Team ressalta que o comércio de algumas dessas medicações é um assunto muito delicado, pois podem colocar o usuário em sério risco.

Sem remédios para emagrecer milagrosos

Indo direto ao ponto, a endocrinologista é categórica ao ressaltar que não existem remédios milagrosos para emagrecimento. Por isso, é importante encarar com desconfiança qualquer informação sobre medicamentos – naturais ou não – que supostamente são capazes de promover a perda de peso rápida e fácil.

De fato, é necessário ter sempre em mente que o emagrecimento é resultado de vários fatores. “Mesmo quando um médico endocrinologista faz prescrições, é importante entender que a medicação sozinha, sem a combinação de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividades físicas, não produz resultados”, reforça a especialista.

Por que proibir o uso?

Diante da proibição desses medicamentos pelo STF, a médica explica que esse é um tema antigo, que vem sendo discutido desde 2011. “No caso da sibutramina, após revisão dos estudos ficou evidente que o risco aumentado tinha relação a indicações erradas e o uso indiscriminado por pessoas com contraindicação ou que não tinham recomendação médica para o uso”, conta.

Diante disso, foi adotado um receituário específico acompanhado de um termo assinado pelo paciente e seu médico para controlar o consumo da sibutramina. Já anfepramona, femproporex e mazindol permaneceram proibidas até 2017 dado o risco associado ao uso.

“Mesmo com a nova lei, a indústria farmacêutica não retomou a produção, que ficou concentrada nas fórmulas manipuladas. Isso gerou um debate intenso de que por serem mais baratos e de menor controle, isso aumentou o acesso às substâncias e contribuiu para o uso indiscriminado. Isso poderia ter elevado a ocorrência de efeitos adversos e gerado a discussão atual que terminou com a ação do STF”, esclarece a endocrinologista.

De fato, a possibilidade de prescrever uma única pílula capaz de sanar os problemas de seus pacientes também parece interessantes aos médicos. Segundo o Mapa da Obesidade da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), 16% dos homens e 17% das mulheres goianienses são obesos.

Sem dor, sem ganho

Contudo, a verdade é que manter uma vida saudável é a base de tudo. Como ela explica, isso é algo que os profissionais de saúde seguem recomendando ao longo dos anos com relação a diversas doenças, a obesidade é só mais uma dentre todas elas.

Por isso, além de alimentação balanceada e prática de atividade física já citadas, também é importante combinar o sono reparador, a ingestão adequada de líquidos e evitar situações de estresse – um desafio cada vez maior atualmente.

Mais do que isso, pessoas que sofrem de ansiedade ou compulsão alimentar não devem ignorar esses quadros, pois esses elementos também são primordiais. É evidente que em meio a tudo isso pode haver indicação medicamentosa. Porém, é fundamental ressaltar que o tratamento deve ser individualizado e feito sob acompanhamento médico.

Quais são os riscos da automedicação?

Talvez você pense que o pior que pode acontecer ao usar um remédio para emagrecer sem orientação de um especialista é ver seu dinheiro gasto em vão. No entanto, o risco é muito maior do que se imagina. No passado, já foram encontradas evidências de contaminação em medicamentos expostos em drogarias com a promessa de emagrecimento rápido e fácil.

“No fim, além de não trazer a perda de peso esperada, essas drogas podem causar problemas de saúde graves como o infartoacidente vascular cerebral (AVC)alterações neurológicas ou psicológicas e ter associação com maiores índices de suicídios”, reforça a especialista.

Na maioria das vezes, é necessário ressaltar que muitos desses medicamentos não possuem a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, sem a devida avaliação do Ministério da Saúde brasileiro, eles devem ser evitados a todo custo ainda que continuem à venda. Mais do que isso, mesmo que você esteja de olho em um que tem autorização em bula para a perda de peso, busque a orientação de um médico especialista.

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Conheça os riscos do colesterol alto e saiba como se prevenir https://infformadf.com.br/conheca-os-riscos-do-colesterol-alto-e-saiba-como-se-prevenir/ https://infformadf.com.br/conheca-os-riscos-do-colesterol-alto-e-saiba-como-se-prevenir/#respond Tue, 10 Aug 2021 19:38:29 +0000 https://infformadf.com.br/?p=10922

O nível elevado de colesterol no sangue pode ocasionar doenças cardiovasculares e aumentar as chances de infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essas são as duas principais causas de morte no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira do Coração (SBC). Por isso, o monitoramento é fundamental para manter uma boa saúde. 

De acordo com definição do Ministério da Saúde, o colesterol é “um conjunto de gorduras necessário para o organismo exercer determinadas funções.” Dentre elas, podem ser destacadas a produção hormonal e a estruturação da parede celular e do sistema nervoso central. Desta forma, ele também desempenha um papel importante para a saúde.

No entanto, o perigo ocorre quando as taxas de colesterol estão desequilibradas. O Ministério da Saúde explica que existem dois tipos de colesterol: o HDL, considerado “bom”, e o LDL, avaliado como “ruim”. O excesso do segundo traz riscos à saúde. Isso porque o depósito desse tipo de gordura se transforma em placas, chamadas de ateromas, que podem obstruir gradualmente as artérias e desencadear complicações.

Principais complicações do LDL elevado 

A presença de ateromas causa o estreitamento do diâmetro das artérias, o que dificulta o fluxo sanguíneo. Esta complicação é denominada aterosclerose. Os sintomas são variados, pois está relacionado aos órgãos que têm mais dificuldade de receberem a irrigação do sangue. Dor no peito ou nas pernas, fadiga, cãibras e palpitações podem ser sinais desta patologia.

Por conta da diminuição do diâmetro das artérias, o fluxo sanguíneo exige maior pressão onde há presença das placas de gordura, o que ocasiona a hipertensão, popularmente chamada de “pressão alta”. Inicialmente, ela pode ser assintomática. Quando o paciente está com a pressão mais elevada, pode sentir dor de cabeça, dor no peito, tontura e zumbido no ouvido.

Quando há a obstrução das artérias coronárias, o paciente é diagnosticado com doença isquêmica arterial coronariana (DAC), que pode provocar o infarto do miocárdio. O principal sinal de alerta é a dor no peito.

Já a obstrução de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro é uma das causas do AVC, que tem entre os principais sintomas dor de cabeça, desorientação, alteração do equilíbrio e fraqueza ou formigamento de um lado do corpo.

Como tratar colesterol alto

O tratamento e a prevenção do colesterol alto caminham juntos. As autoridades de saúde recomendam que o monitoramento e os cuidados para manter uma boa taxa do LDL sejam contínuos.

Entre as formas de assegurar o nível de colesterol adequado estão ter uma alimentação saudável e equilibrada evitando a ingestão de alimentos gordurosos; manter o controle do peso; praticar atividade física regularmente; não fumar; e realizar consultas regulares com o especialista para monitoramento.

O acompanhamento é feito de forma interdisciplinar. Para saber como está o colesterol, é possível agendar uma consulta com o clínico , que irá solicitar o exame de sangue. Em caso de alterações, ele poderá indicar o médico endocrinologista para a orientação do tratamento, que pode incluir o uso de medicação.

Já o nutricionista irá auxiliar na elaboração de uma dieta para a redução ou manutenção do nível do colesterol, podendo ser procurado tanto para o tratamento quanto por quem busca prevenir o problema.

Por fim, o médico cardiologista irá realizar a avaliação do risco cardiovascular. O especialista poderá solicitar exames mais específicos que irão mostrar os impactos do colesterol para a saúde do coração.

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