Iniciativa com 2.080 mudas amplia projeto original de Oscar Niemeyer e promove reflorestamento
Brasília, 4 de dezembro de 2024 – O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou nesta quarta-feira (4) da inauguração do Bosque do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O espaço, composto por mudas doadas e plantadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), conclui o projeto paisagístico original do arquiteto Oscar Niemeyer para o tribunal.
“Brasília é uma cidade verde e bonita. Apesar do clima árido, temos investido muito no plantio de árvores”, destacou o governador. Ele também ressaltou a relevância do bosque como ponto de visitação e lazer, especialmente após a construção de 1,2 km de calçadas ao redor do local e planos para calçadas internas.
Reflorestamento com espécies do Cerrado
O bosque, fruto de um acordo firmado em setembro, recebeu 2.080 mudas, superando a previsão inicial de 1.300. Entre as espécies plantadas estão ipês-amarelos, jequitibás-rosa, pitangueiras e saboneteiras. “A ideia foi escolher espécies que florescem em períodos alternados e incluir árvores frutíferas para atrair fauna local”, explicou Fernando Leite, diretor-presidente da Novacap.
A ação integra uma política mais ampla de reflorestamento do Distrito Federal, que visa o plantio de 200 mil mudas nativas do Cerrado em um mês, conforme anunciado pelo secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes.
Ampliação do STJ e legado para o futuro
O bosque é parte de uma expansão projetada por Niemeyer, que incluiu um novo bloco com três andares e dois subsolos, em uma área de 14 mil m². Segundo o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, o projeto simboliza um compromisso com as gerações futuras e a preservação do Cerrado.
“Este empreendimento coletivo não é apenas para o STJ, mas para Brasília e para o futuro”, enfatizou o ministro durante o evento, que contou com o plantio simbólico de mudas por autoridades e servidores do tribunal.
Um momento especial para os servidores

Entre os participantes, a técnica judiciária Fernanda Zago destacou a emoção de contribuir com o reflorestamento. “Sou ligada ao meio ambiente e sempre falo que, se não estivesse na cadeira de rodas, estaria no Greenpeace. Ver essa ação é uma grande felicidade”, afirmou.
A inauguração do bosque reforça a vocação de Brasília como cidade modelo em sustentabilidade e preservação ambiental, ampliando o legado do arquiteto Oscar Niemeyer para além de suas obras arquitetônicas.






