Mais de 1,8 milhão de residências foram vistoriadas no DF em 2025
Brasília, 6 de janeiro de 2026 – Mesmo com a expressiva redução dos casos de dengue em relação a 2024, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal manteve ações intensivas de prevenção e controle das arboviroses ao longo de 2025. Com foco em vigilância contínua e uso de tecnologias inovadoras, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde realizaram visitas a mais de 1,8 milhão de residências em todo o DF.
As atividades ocorreram de forma ininterrupta durante o ano, abrangendo imóveis residenciais e espaços públicos. Entre as estratégias adotadas está a Borrifação Residual Intradomiciliar, técnica que aplica inseticida nas paredes internas dos imóveis, formando uma camada protetora capaz de eliminar mosquitos ao pousarem. O produto apresenta baixa toxicidade para humanos e animais domésticos e mantém eficácia por até 90 dias. Em 2025, quase 60 aplicações foram realizadas, especialmente em locais de grande circulação de pessoas.
Outra ferramenta utilizada foram as estações disseminadoras de larvicidas, compostas por recipientes escuros com telas impregnadas com Pyriproxyfen, substância que atua como regulador de crescimento dos insetos, impedindo que cheguem à fase adulta. Ao longo do ano, mais de 3,2 mil dessas estações foram instaladas em diferentes regiões administrativas.
As ovitrampas também desempenharam papel relevante no monitoramento da presença do Aedes aegypti. Em 2025, mais de 3,8 mil armadilhas foram distribuídas pelo DF. Os dispositivos simulam criadouros para atrair a postura de ovos, mas são tratados com inseticida, impedindo o desenvolvimento das larvas e permitindo o acompanhamento da infestação.
Além das ações terrestres, a Secretaria de Saúde ampliou o uso de tecnologias aéreas no enfrentamento às arboviroses. Drones passaram a ser utilizados no mapeamento de áreas críticas, identificando possíveis focos de água parada. As aeronaves sobrevoaram 22 regiões administrativas, cobrindo mais de 2,1 mil hectares e identificando cerca de 3 mil pontos com potencial para criadouros.
Outra estratégia inovadora foi a liberação dos chamados wolbitos, mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. No Distrito Federal, o programa contabilizou 14 semanas de produção e 13 semanas de liberação, totalizando aproximadamente 13 milhões de mosquitos distribuídos. As ações envolveram 68 rotas semanais, 14 mil pontos de soltura e mais de 800 deslocamentos para garantir a cobertura das áreas previstas.





