SES-DF reduz custos de medicamentos com compras pelo Consórcio Brasil Central

COMPARTILHAR

(Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF)

Parceria entre estados garante economia e evita desabastecimento nas farmácias públicas

Brasília, 4 de setembro de 2025 – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) vem registrando significativa economia na compra de medicamentos e insumos desde o início do ano. Um exemplo é a cápsula de 500 mg de hidroxiureia, usada no tratamento de câncer e doenças do sangue, cujo custo teve redução de 24,5%. Já o frasco de 100 ml de ácido zoledrônico, utilizado no tratamento de problemas ósseos, caiu de R$ 318 para R$ 236, representando uma diminuição de 25,6% no valor.

Ao todo, a redução de preços atinge 77 medicamentos dos 680 tipos adquiridos regularmente, além de fórmulas nutricionais, insumos odontológicos, próteses, órteses e materiais de uso hospitalar, como seringas e gaze estéril.

Segundo a SES-DF, essa economia é resultado da atuação do Consórcio Brasil Central, que reúne o Distrito Federal e os estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Maranhão. Criado em 2015, o consórcio permite a realização de compras coletivas, aumentando o volume negociado e, consequentemente, reduzindo os preços obtidos em comparação com processos de compra individuais.

“Com o consórcio, conseguimos preços mais atrativos. Assim, compramos mais produtos com o mesmo recurso e beneficiamos um número maior de pessoas”, explica Robinson Capucho Parpinelli, subsecretário de Atenção Integral à Saúde.

Logística e abastecimento

De acordo com Matheus Carvalho, subsecretário de Logística em Saúde da SES-DF, a adesão às atas de registro de preços do consórcio tem sido fundamental para manter os estoques. Em média, por mês, a rede pública consome 729,8 mil fraldas para adultos, 254 mil comprimidos de dipirona e 511,1 mil compressas de gaze estéril.

Segundo Carvalho, nem sempre os pregões realizados pela Secretaria encontram fornecedores disponíveis no mercado. Nessas situações, a possibilidade de utilizar as atas do consórcio evita a falta de itens essenciais.

A diretora de Programação de Medicamentos e Insumos da SES-DF, Tatiane Costa, destacou que o consórcio tem garantido a continuidade de tratamentos importantes, como o de pacientes com doença de Parkinson que dependem do medicamento amantadina. “As atas se tornam uma alternativa estratégica para assegurar o atendimento e a assistência a quem precisa”, afirmou.

COMPARTILHAR

Leia tambem:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *