SES-DF amplia ações de prevenção à gravidez na adolescência

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Mais de 10 mil jovens participaram de atividades educativas em 2025

Brasília, 23 de fevereiro de 2026 – A gestação precoce pode gerar impactos relevantes na vida de adolescentes, famílias e no sistema de saúde. Com foco na conscientização e prevenção, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou, ao longo de 2025, 256 atividades coletivas voltadas ao público adolescente, alcançando mais de 10 mil jovens.

Método contraceptivo gratuito e reversível, o implanon age no corpo durante até três anos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

As iniciativas abordaram temas ligados à saúde sexual e reprodutiva e contaram com parceria da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), fortalecendo o diálogo e a orientação dentro do ambiente escolar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez na adolescência está associada a maior risco de complicações clínicas e ao agravamento de vulnerabilidades sociais. Dados do Ministério da Saúde indicam que 66% das gestações nessa faixa etária não são planejadas.

Segundo a responsável pela área técnica de Saúde da Mulher da SES-DF, Viviane Albuquerque, o índice sugere que muitas ocorrências estão relacionadas à desinformação e à ausência de suporte familiar ou comunitário. Ela alerta que a gravidez precoce pode elevar riscos como prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia e depressão pós-parto, além de contribuir para o abandono escolar.

Acolhimento e acesso a métodos contraceptivos

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) seguem como principal porta de entrada para os serviços da SES-DF. Nessas unidades, a população tem acesso gratuito a métodos contraceptivos, incluindo preservativos, contracepção de emergência, anticoncepcionais orais, injeções hormonais e dispositivo intrauterino (DIU). Também é possível realizar o agendamento inicial para laqueadura tubária e vasectomia.

A rede pública iniciou ainda a oferta do implanon, implante subdérmico reversível com duração de até três anos. No DF, o método é destinado prioritariamente a adolescentes de 15 a 19 anos e à população em situação de rua.

A enfermeira Ivea Viana, da UBS 1 da Estrutural, explica que, para atendimento, basta apresentar documento com foto e cartão do SUS. Ela destaca que adolescentes podem ser atendidas sem autorização dos responsáveis. Em caso de suspeita de gravidez, é realizado teste rápido e, havendo confirmação, o pré-natal é iniciado imediatamente.

Além do acompanhamento clínico, as pacientes recebem suporte emocional e orientações. Quando a gestação decorre de violência sexual, a unidade é obrigada a realizar notificação, conforme previsto em lei, especialmente em casos envolvendo menores de 14 anos.

Nos casos previstos na legislação federal, o encaminhamento pode ocorrer ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), onde a gestante recebe atendimento multidisciplinar. A decisão sobre a continuidade da gravidez é assegurada à mulher ou, quando legalmente incapaz, a seu representante legal.

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