Falta seriedade no debate político. A população esperava mais. Mas, o que se vê, dá vergonha
As Eleições 2022 no Distrito Federal vem sendo marcada como a mais vazia de conteúdo a ser apresentado a população brasiliense. Os candidatos de oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB) resumem suas falas a velhos clichês, ataques, ódio e discursos vazios.
Sem proposta para apresentar ao eleitor, candidatos de esquerda e de extrema esquerda partem para o ataque, na tentativa de descontruir a imagem do atual governador.
A questão é que enquanto Ibaneis apresenta obras e realizações de seu governo, a oposição se resume a um discurso de quinta série, tipo “feio, bobo e chato”.
Falta seriedade no debate político. A população esperava mais. Mas, o que se vê, dá vergonha.
As soluções para o Distrito Federal nos próximos anos não fazem parte do debate da oposição.
Alguns, como os candidatos do PT, Leandro Grass (PV) e Keka Bagno (PSOL) estão mais preocupados em pedir votos para o ex-presidente Lula, do que para si mesmos.
O deputado distrital Grass chega ao ponto de vir as redes sociais se orgulhar de ter sido o primeiro a entrar com pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas será que é isso que interessa ao eleitor.
Não seria melhor ir ao que realmente interessa: o futuro do DF. O mentor do candidato parou no tempo. A velha esquerda raivosa não tem mais lugar na política. Mas Grass é convencido que assim conseguirá algum voto. Ledo engano.
Paulo Octávio (PSD) faz uma campanha para eleger o filho, André, a deputado federal. E também conseguir manter sua aproximação com o Palácio do Buriti. E pode desistir no meio do caminho.
Izalci Lucas (PSDB) não quer repetir o erro de Reguffe (sem partido) e ficar 8 anos escondido no Senado. Sua campanha é mais para aparecer no jogo político e não ser esquecido pelo eleitor. Seu foco mesmo são as eleições de 2026.
O mesmo vale para Leila do Vôlei. Ambos não tem o que perder. Ainda irão usufruir mais quatro anos de mandato no Senado Federal.
O comportamento dos candidatos de oposição já foi percebido pelo eleitor. A maior prova disso são as mais recentes pesquisas eleitorais publicadas pela imprensa e registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em todos os levantamentos, Ibaneis se aproxima da vitória em primeiro turno. Em alguns, mostra cenário de que não haveria segundo turno.
Quem perde é a população do DF que assiste a espetáculos grotescos, políticos que visam mais uma projeção pessoal ou que fazem campanha para o Palácio do Planalto, dando as costas para o Distrito Federal.
O nível dos candidatos dessa campanha é um dos mais baixos da história política de Brasília. Lamentável.





