Ex-governador de Goiás critica política econômica do petista e também ataca Flávio Bolsonaro durante convenção do PSD em São Paulo
Da Redação
Oficializado como candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “agiota maior” ao criticar a política econômica do governo. A declaração foi feita neste domingo (26/7), durante a convenção nacional do partido que lançou sua candidatura, realizada na região central de São Paulo.
Ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, homologado como candidato a vice-presidente, Caiado questionou a situação do país. “Um país endividado, sem saber o que fazer. Um país que foi induzido a tomar dinheiro emprestado e, daí a pouco, o agiota maior do Lula cobra uma taxa de 14% do cidadão brasileiro”, afirmou, em referência à taxa de juros definida pelo Banco Central. Ele também criticou o programa Desenrola e disse que Lula faz “cortesia com o chapéu alheio”.
Em relação a Flávio Bolsonaro (PL), Caiado usou o apelido “candidato Kinder Ovo” e afirmou que o senador traz “uma surpresinha todo dia”. O ex-governador disse ainda que a chegada do filho de Jair Bolsonaro ao segundo turno seria benéfica para Lula e mencionou a crise de imagem de Flávio por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Caiado criticou a polarização e defendeu que os eleitores não escolham “os maiores rejeitados”. A convenção ocorre em meio à tentativa do presidenciável de se posicionar como alternativa de terceira via.Nas últimas semanas, Caiado intensificou as críticas aos adversários. Na sexta-feira (24/7), provocou Lula e sugeriu que o presidente quer “fugir” dos debates. No dia anterior, ironizou a reaproximação entre Flávio e Michelle Bolsonaro e criticou ataques às urnas eletrônicas. Em menção ao escândalo do Banco Master, afirmou que o concorrente “não tem credencial para disputar o Planalto”.
A chapa com Gilberto Kassab foi definida como “puro-sangue”. Apesar de o PSD ocupar cargos no primeiro escalão do governo Lula, Kassab prometeu postura de antagonismo. A equipe de Caiado avalia que a presença do presidente do partido pode facilitar a articulação política no Congresso Nacional.

