Iniciativa da saúde pública chamou atenção durante conferência regional da FAO em Brasília
Brasília, 9 de março de 2026 – A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, localizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu na última quinta-feira (5) a visita de representantes de um organismo internacional. A agenda ocorreu durante a realização da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe.
A iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) chamou a atenção de autoridades estrangeiras por ser considerada uma experiência bem-sucedida nas áreas de segurança alimentar e nutrição. A visita foi realizada por integrantes do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), que buscam exemplos concretos de políticas públicas capazes de serem replicadas em diferentes países.
Segundo a vice-presidente do CSA, Jhenifer Mojica, e a secretária do comitê, Chiara Cirulli, os hortos agroflorestais representam exatamente o tipo de projeto que pode inspirar novas políticas globais. De acordo com Cirulli, o objetivo é apresentar iniciativas práticas que demonstrem que as recomendações internacionais podem se transformar em ações reais nos territórios.
A 39ª Conferência Regional da FAO ocorreu entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty, reunindo autoridades e especialistas para discutir estratégias voltadas ao combate à fome e à promoção da segurança alimentar na América Latina e no Caribe. O CSA é considerado a principal plataforma intergovernamental dedicada ao tema, responsável por elaborar orientações políticas e recomendações baseadas em evidências científicas.
Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse internacional demonstra a relevância do projeto desenvolvido no Distrito Federal. Segundo ele, o reconhecimento representa a possibilidade de levar ao mundo uma contribuição construída no sistema público de saúde local.
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos foi criada por meio da Portaria nº 137, publicada em 15 de abril de 2025. O projeto incentiva o cultivo comunitário de plantas medicinais com foco no fortalecimento das práticas integrativas em saúde e na promoção do bem-estar das comunidades atendidas. O acompanhamento das ações é realizado pela Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis).
Desde 2018, quase 40 unidades já foram implantadas no Distrito Federal e mais de cem profissionais da rede pública foram capacitados. A expansão da iniciativa ocorre em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.





