Iniciativa garante auxílio financeiro e acompanhamento integral para reconstrução da autonomia
Brasília, 5 de setembro de 2025 – Criado em 2024 pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), o Programa Aluguel Social completa um ano como uma política pública voltada ao acolhimento e à proteção de mulheres em situação de violência doméstica. Atualmente, 536 beneficiárias recebem R$ 600 mensais para auxiliar na reconstrução de suas vidas e garantir um recomeço seguro e digno.
Além do suporte financeiro, as mulheres atendidas têm acesso a acompanhamento emocional e social, realizado nas unidades da secretaria. Essa abordagem permite avaliar as necessidades individuais de cada beneficiária e direcioná-las para serviços complementares, como apoio psicológico, assistência jurídica e encaminhamento para programas sociais.
Histórias de superação
Ana Karina, moradora de Planaltina e mãe de cinco filhos, relata como o programa foi essencial para romper com um ciclo de violência.
“Para mim, o Aluguel Social foi um ato extraordinário, porque garante que mulheres como eu não precisem mais se submeter à violência doméstica”, contou.
Ela destaca que o atendimento recebido mudou sua vida:
“Sou acompanhada em todas as áreas, e todos me tratam com respeito, desde o recepcionista até a psicóloga. Se não fosse a Secretaria da Mulher, eu ainda estaria em depressão e sozinha. Foi uma verdadeira libertação”.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, enfatiza que o programa representa a sensibilidade da gestão pública em defesa dos direitos humanos.
“É uma oportunidade concreta para que essas mulheres possam reconstruir suas vidas, recuperando a autoestima e a esperança, essenciais para garantir um futuro mais digno para elas e seus filhos”, afirmou.
A vice-governadora Celina Leão reforçou a importância da iniciativa:
“O Aluguel Social é um compromisso do GDF com a dignidade das mulheres. Cada chave entregue simboliza uma vitória e o avanço rumo a uma sociedade mais justa e protetiva.”
Encaminhamento e rede de proteção
O programa também estimula a integração das beneficiárias a outras políticas públicas, incluindo programas habitacionais e sociais, fortalecendo a rede de proteção.
Entre os serviços oferecidos estão análise da composição familiar, mapa da vida, consultas de acompanhamento, apoio jurídico e suporte assistencial. O atendimento pode ser feito de forma mensal ou quinzenal, conforme a necessidade.
Para receber o benefício, a mulher deve morar no Distrito Federal, estar cadastrada em algum equipamento da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência e atender aos critérios estabelecidos. Mulheres acolhidas na Casa Abrigo e na Casa da Mulher Brasileira, além daquelas com filhos de até cinco anos, têm prioridade no atendimento.






