Capacitação busca aprimorar diagnóstico e tratamento da tuberculose no DF
Brasília, 10 de setembro de 2025 – Enfermeiros, médicos, farmacêuticos e demais profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atuam diretamente no atendimento a pacientes com tuberculose participam, até esta quarta-feira (10), de uma oficina de capacitação voltada ao manejo da doença em adultos. O treinamento tem como meta reforçar as estratégias de controle, promovendo diagnóstico rápido e tratamento adequado.
Organizada pela Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist), a atividade conta com o apoio de especialistas do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM).
Segundo a gerente da Gevist, Beatriz Maciel, a tuberculose ainda representa um desafio no DF.
“Nos últimos cinco anos, foram registrados aproximadamente 1.594 novos casos. A taxa de cura está em torno de 53%, enquanto o abandono do tratamento chega a 14%”, detalha.
A gestora destaca que estão sendo intensificados o monitoramento da doença, a criação de fluxos específicos para grupos vulneráveis, como a população carcerária, e a estruturação de uma linha de cuidado. “Essa capacitação é essencial para fortalecer a rede de atendimento e melhorar os índices de tratamento e cura”, acrescenta.
Panorama nacional e desafios
A oficina aborda temas como prevenção, diagnóstico e tratamento, além do cenário epidemiológico da tuberculose no DF. A consultora técnica da CGTM, Gisela Unis, reforça a gravidade da doença no país.
“O Brasil registra cerca de 90 mil casos por ano, e aproximadamente seis mil pessoas morrem em decorrência da tuberculose. O tratamento é eficaz e a cura é possível, mas é fundamental diagnosticar cedo e garantir o cuidado correto”, alerta.
Sobre a tuberculose
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch, a tuberculose é transmitida pelo ar, por meio de gotículas eliminadas durante tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão tosse persistente por mais de três semanas, febre baixa, suor noturno, perda de apetite, cansaço e emagrecimento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, cerca de 10,8 milhões de pessoas adoeceram pela doença no mundo, resultando em 1,25 milhão de mortes. A entidade destaca que, além da exposição à bactéria, fatores como condições socioeconômicas precárias aumentam o risco de adoecimento, atingindo principalmente população em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, indígenas, imigrantes, pessoas vivendo com HIV/Aids e profissionais de saúde.
No Distrito Federal, as 181 unidades básicas de saúde (UBSs) oferecem diagnóstico e tratamento gratuitos. A recomendação é procurar atendimento médico quando a tosse persistir por mais de três semanas.





