Operação cumpre mandados em cinco cidades e estima que organização movimentava mais de R$ 1 milhão por mês com informações obtidas de forma irregular
Da Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (30/7) a Operação Dark Spot contra um grupo investigado pela comercialização de dados pessoais sigilosos obtidos por acesso irregular a bases governamentais e privadas. A ação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).
Foram cumpridos quatro mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Três Passos (RS), Gravataí (RS), Bragança Paulista (SP), Casimiro de Abreu (RJ) e Rio das Ostras (RJ).
A investigação apontou que o grupo comercializava consultas a informações protegidas por sigilo legal, incluindo dados cadastrais da Receita Federal, Carteira Nacional de Habilitação, registros veiculares, processos judiciais e sistemas de órgãos de segurança pública. A apuração identificou movimentação superior a R$ 450 mil sem origem lícita comprovada entre dezembro de 2024 e março de 2025, com arrecadação mensal estimada em mais de R$ 1 milhão.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros e criptoativos dos investigados em valor de até R$ 2 milhões. Foram observadas mais de 18 milhões de requisições entre maio de 2023 e junho de 2024, originadas de mais de 257 mil endereços de IP, com 45.134 cadastros e 7.242 usuários ativos. Entre os dados constavam informações sobre autoridades públicas do Distrito Federal.
Os investigados respondem pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada, receptação qualificada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas podem chegar a 46 anos e 4 meses de reclusão, conforme os agravantes do caso.



