Opinião: Perseguição política de Lula ao DF e Goiás é o enterro definitivo do PT e da esquerda na região

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Com desaprovação recorde de 60% no Distrito Federal e avanço conservador em Goiás, ações do governo Lula contra opositores locais aprofundam o colapso eleitoral da esquerda, pavimentando o domínio da direita para 2026

O governo Lula, em vez de promover a pacificação que o Brasil tanto precisa, tem adotado uma estratégia de confronto que parece mirar especificamente redutos conservadores como o Distrito Federal (DF) e Goiás, acelerando o declínio irreversível do PT e da esquerda na região Centro-Oeste. Essa “perseguição” – manifestada em investigações seletivas, bloqueios de recursos federais e apoio a decisões judiciais controversas contra líderes locais de direita – não só alimenta a polarização, mas enterra as chances eleitorais da esquerda, como mostram pesquisas recentes e o caos interno no PSB brasiliense. Em um momento em que o país clama por diálogo, Lula e aliados optam por eliminar adversários da vida pública, consolidando o favoritismo de nomes como Ibaneis Rocha e Ronaldo Caiado.No DF, epicentro da crise, a desaprovação ao presidente Lula atingiu 59,7% em agosto de 2025, segundo o Paraná Pesquisas, um recorde que reflete o desgaste causado por ações percebidas como retaliação à gestão de Ibaneis Rocha e a população do DF.

O governador, com 35,6% das intenções de voto para o Senado em 2026, capitaliza o sucesso de sua administração – menor índice de homicídios em 48 anos e injeções bilionárias na economia local – enquanto a esquerda se afunda em disputas internas. A crise no PSB de Rodrigo Rollemberg, que tenta impor o forasteiro Ricardo Cappelli contra Leandro Grass (PT), expõe a fragmentação: o PT local, isolado e rejeitado, vê sua influência evaporar, beneficiando Celina Leão (36,6% para o governo do DF) e a centro-direita.

Essa perseguição se materializa em obstruções federais a projetos do GDF, como atrasos em repasses para infraestrutura, interpretados como punição à articulação de Ibaneis com governadores de direita contra as tarifas americanas de 50%. E agora com o aumento das passagens de ônibus no Entorno, prejudicando a população.

Em Goiás, o cenário é igualmente sombrio para a esquerda. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), com 10,5% das intenções para 2026 em cenários nacionais, representa o avanço conservador que assusta Lula e o STF.

A região, reduto bolsonarista, sofre com o que críticos chamam de “perseguição seletiva”: investigações da PF ligadas a supostos planos golpistas, como a Operação Contragolpe de novembro de 2024, que prendeu militares em Goiás por alegadas tramas contra Lula, Alckmin e Moraes.

Embora as detenções visem extremistas, o timing e o foco em aliados de direita alimentam a narrativa de instrumentalização do Judiciário pelo Planalto, ecoando temores de uma “abordagem sistemática contra a oposição”.

Resultado? O PT goiano, já enfraquecido, perde terreno para Caiado, que usa esses episódios para mobilizar o eleitorado conservador, aprofundando o isolamento da esquerda regional.

Essa dinâmica não é isolada: reflete a intolerância da esquerda e extrema esquerda, que, como vimos nas decisões de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, priorizam a eliminação de vozes dissidentes – de Bolsonaro à direita local.

No DF e Goiás, isso se traduz em boicotes a pautas de pacificação, como a anistia ao 8 de janeiro e o impeachment de Moraes, obstruídas no Congresso mas aplaudidas nas ruas. Enquanto Lula enfrenta rejeição de 60% no DF, as duas gestões mostram que o pragmatismo vence o revanchismo.

O enterro do PT e da esquerda na região é inevitável: pesquisas apontam Bolsonaro como lider absoluto no DF, com Caiado como curinga conservador.

Para 2026, a perseguição de Lula só fortalece Ibaneis e Caiado, transformando o Centro-Oeste em fortaleza da direita. A pacificação virá pela voz do povo, não pela imposição federal – e a esquerda, enfim, aprenderá isso da pior forma.

 

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