Novos equipamentos ampliam cirurgias de endometriose no Hospital Regional de Sobradinho

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(Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF)

Novos equipamentos reduzem espera e garantem procedimentos mais seguros às pacientes

Brasília, 10 de fevereiro de 2026 – Após conviver por quatro anos com dores intensas, a baiana Maria Sales, de 50 anos, finalmente recebeu o diagnóstico de endometriose e passou por cirurgia no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). Antes da confirmação da doença, ela precisou retirar cistos, o útero e realizar diversos exames, inicialmente motivados pela suspeita de câncer.

“Agora me sinto aliviada e confiante. Foi um período difícil, com dores constantes e sem saber a causa. Ter um diagnóstico e uma solução muda tudo”, relata Maria, que faz parte do grupo de pacientes submetidas, no início deste ano, a procedimentos cirúrgicos para tratamento da endometriose no HRS.

Atualmente, o hospital realiza, em média, dois procedimentos por semana, totalizando cerca de oito cirurgias mensais. A ampliação do atendimento foi possível após a aquisição de novos equipamentos de videolaparoscopia, essenciais para esse tipo de intervenção. O investimento na compra dos instrumentos foi de R$ 300 mil.

De acordo com a gerente do Centro Cirúrgico do HRS, Jéssica do Nascimento, os novos equipamentos aumentaram significativamente a capacidade de resposta da unidade. “Conseguimos ampliar o número de cirurgias, reduzir o tempo de espera e oferecer procedimentos ainda mais seguros às pacientes”, afirma.

Outra paciente beneficiada foi Ana Lúcia Alves, de 49 anos, que também passou por cirurgia ginecológica no hospital. Ela conta que o diagnóstico trouxe alívio após anos de sofrimento. “Sempre senti dores muito fortes e não sabia a causa. Foi numa consulta na UBS que uma médica suspeitou de endometriose e deu nome ao que eu tinha”, lembra.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, podendo atingir órgãos como ovários, intestino e bexiga. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias no período menstrual, além de infertilidade e dor pélvica persistente.

O tratamento varia conforme cada caso e pode envolver medicamentos ou cirurgia. Em situações moderadas ou graves, é indicada a retirada das lesões, podendo, em casos mais complexos, ser necessária a remoção de partes de órgãos afetados.

A videolaparoscopia é indicada principalmente nos quadros mais avançados da doença. Por ser minimamente invasiva, permite melhor visualização das lesões, recuperação mais rápida e melhores resultados clínicos.

Em casos de suspeita de endometriose, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde são realizados os primeiros atendimentos e, se necessário, o encaminhamento para avaliação especializada e inclusão na lista de procedimentos cirúrgicos.

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