Campanha destaca os cuidados necessários e os desafios enfrentados por bebês nascidos prematuramente
Da Redação
Brasília, 17 de novembro de 2023 – Neste mês de novembro, o Novembro Roxo marca um período dedicado à conscientização sobre a prematuridade, em referência ao Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro. A campanha visa alertar sobre o aumento dos partos prematuros, formas de prevenção e as repercussões tanto para os bebês, suas famílias quanto para a sociedade em geral. A cor roxa simboliza a sensibilidade e individualidade, características marcantes dos bebês prematuros, cuja sobrevivência é fortemente influenciada pelas condições pré-natais, o momento do parto e possíveis complicações após o nascimento.
De acordo com dados da rede pública de saúde do Distrito Federal, entre janeiro e agosto de 2023, foram registrados 3.079 nascimentos prematuros, representando 12,7% dos partos realizados. No ano anterior, o total de nascimentos prematuros foi de 6.130, equivalente a uma taxa de prematuridade de 12,6% dos nascidos vivos no DF, totalizando 48.769 nascimentos.
A Dra. Priscila Domingues, Referência Técnica Distrital (RTD) colaboradora de Neonatologia, destaca que as causas do parto prematuro podem ser diversas e muitas vezes relacionadas à saúde da gestante, incluindo condições como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecções. O acompanhamento pré-natal é fundamental não apenas para prevenir, mas também para diagnosticar e tratar possíveis doenças, além de planejar os cuidados necessários antes e após o parto.
Após o nascimento prematuro, os bebês são submetidos a avaliações clínicas e frequentemente são mantidos em incubadoras para garantir a temperatura corporal adequada e auxiliar no ganho de peso, sendo o tempo nesse dispositivo variável conforme a recuperação, a idade gestacional e o peso de cada bebê.
Bebês prematuros, especialmente os de menor peso e mais prematuros, enfrentam um maior risco de complicações, incluindo problemas neurológicos, respiratórios, infecciosos, oftalmológicos, entre outros.
A história de Mikaella Siqueira, cuja gestação de alto risco demandou meses de cuidados no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), destaca os desafios enfrentados por mães de prematuros.
Além do apoio médico, as mães recebem suporte psicológico, pois lidar com a internação dos filhos é um desafio emocional. A prática do contato pele a pele e a amamentação são fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar dos prematuros, fortalecendo o vínculo entre pais e bebês.
Yan Gabriel, que nasceu com gastrosquise, passou por cirurgias e enfrenta desafios desde o nascimento. Sua mãe, Jheniffer Lorrane de Souza, destaca o suporte recebido da equipe médica e o apoio psicológico para enfrentar essa situação delicada.
O capelão Diones Aguiar, presente nas UTIs neonatais, oferece suporte espiritual às famílias, reconhecendo o sofrimento e a necessidade de encorajamento durante essa jornada.
Crianças prematuras têm um maior risco de enfrentar problemas de aprendizagem, comportamentais e de saúde a longo prazo, demandando um acompanhamento especializado.
Hospitais do Distrito Federal, como o Hmib e o HUB, oferecem atendimento em UTIs neonatais, enquanto outros hospitais regionais dispõem de Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin).
O Brasil registra anualmente cerca de 340 mil nascimentos prematuros, representando 12% dos nascimentos no país. A conscientização sobre os desafios enfrentados por bebês prematuros busca direcionar esforços para cuidados eficazes e prevenção dessa realidade.






