Agentes e seguranças do Metrô-DF prestam assistência e cuidado às pessoas com deficiência, garantindo uma viagem segura e inclusiva

Da Redação

Brasília, 26 de outubro de 2023 – Enquanto milhares de passageiros percorrem diariamente as 27 estações do Metrô-DF, muitas histórias notáveis passam despercebidas. No Dia do Metroviário, celebrado em 26 de outubro, o foco se volta para os passageiros que raramente passam despercebidos, especialmente para os agentes de segurança e estação que prestam assistência a pessoas com deficiência (PcDs). Essa iniciativa é um exemplo notável de gentileza e cuidado no sistema de transporte metroviário.

Em 2022, foram realizados 16.923 atendimentos a esse público especial. Até setembro deste ano, já foram realizados 13.200 acompanhamentos e monitoramentos, a maioria direcionada a deficientes visuais (7.100) e cadeirantes (5.300). Alguns desses usuários deixam uma marca de gentileza, gratidão e emoção nos corações dos metroviários.

Um desses casos é o de Wanderson Câmara Lustosa, um morador de Ceilândia de 38 anos que nasceu surdo e perdeu a visão na adolescência, tornando-se completamente cego. Ele vive sozinho em uma casa próxima à Estação Terminal Ceilândia e mantém sua independência.

Comunicando com gentileza

Pode ser difícil imaginar a vida de uma pessoa surdocega que vive sozinha e trabalha, mas Wanderson enfrenta essa realidade com um sorriso no rosto sempre que chega à estação para se dirigir ao trabalho. Ao se aproximar do bloqueio, ele geralmente recebe um toque no ombro de um metroviário.

Cordialmente, ele tenta escrever o nome da estação de destino em Libras na mão do agente, que pode ser a Estação Guará, próxima ao seu local de trabalho, ou a Estação 112 Sul, onde está localizada a Central de Intermediação em Libras (CIL) da Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência do DF (SEPD), que facilita o acesso de PcDs a serviços públicos com acessibilidade de comunicação em Libras. Lá, eles são direcionados para hospitais, fóruns, escolas públicas, bancos e delegacias, entre outros locais, conforme a necessidade.

Quando há dúvidas sobre o destino de Wanderson, o agente de estação lhe oferece papel e lápis, e ele escreve. No entanto, ao longo de mais de dois anos fazendo esses trajetos com regularidade, sua comunicação vai se tornando cada vez mais intuitiva. Os agentes de estação e segurança auxiliam Wanderson para que ele chegue ao destino com tranquilidade.

Protocolo de assistência

Os metroviários desenvolveram um protocolo para oferecer serviço de acompanhamento especializado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Anualmente, esse protocolo é aprimorado para atender cada vez melhor às necessidades dessas pessoas.

Elas são recebidas na entrada das estações metroviárias por um funcionário operacional. Nesse primeiro contato, o segurança ou agente de estação se identifica e fornece ao Centro de Monitoramento de Segurança (CMS), que fica na sede do Metrô-DF, informações sobre o embarque, a estação de destino e o tipo de assistência necessária.

A partir desse momento, no CMS, o operador registra as informações em um sistema e passa a monitorar o usuário. Além do acompanhamento do trem por meio do monitoramento, os operadores do CMS fazem contato com a estação de destino, repassando os dados. Há um aviso sonoro no sistema quando o trem se aproxima do destino.

Assistência constante

“Mesmo quando o passageiro dispensa a assistência, nós monitoramos seu embarque, porque é importante saber que temos no sistema uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida caso haja alguma intercorrência durante a viagem ou se houver a necessidade de evacuar algum trem, por exemplo”, explica Paula Camargo, gerente de Segurança Operacional do Metrô-DF.

O desembarque e a condução do usuário até a saída da estação também são acompanhados pelo CMS. Apesar de o protocolo ter sido criado apenas para o acompanhamento dentro do sistema do Metrô, no caso específico de Wanderson, muitas vezes o empregado que o recebe na Estação Guará também o acompanha até o ponto de ônibus e pede apoio ao motorista do coletivo ou a algum passageiro, para que o informe sobre o ponto de desembarque mais próximo de seu trabalho.

Superação e gratidão

A agente de estação Karla Alonso é uma das que normalmente recepcionam Wanderson na Estação Guará. Ela recebe o aviso do CSM sobre o trem em que ele está, aguarda a chegada à plataforma, entra no trem e toca o ombro ou a mão de Wanderson. Com sensibilidade aguçada, ele já a reconhece, sobretudo pelos cabelos. Os dois criaram uma forma de se identificar mutuamente.

“Além de ser um exemplo incrível, Wanderson se mostra grato e gentil, e para nós é muito gratificante acompanhá-lo, saber que estamos trabalhando pela inclusão e proporcionando a sensação de segurança às pessoas com deficiência que transitam pelo Metrô-DF”, afirma Karla.

Pessoas como Cícera da Silva, 59 anos, aposentada, também contam com a gentileza dos agentes e seguranças do Metrô-DF. Ela, que vive com paralisia decorrente de poliomielite, usa o Metrô-DF diariamente para passear e ir a lugares como shopping, Hospital Sarah e outras estações. Cícera é grata pelo carinho e paciência demonstrados pelos funcionários do Metrô-DF ao auxiliá-la em suas viagens. Ela enfatiza que o serviço de assistência do Metrô-DF é essencial para pessoas como ela, que dependem desse transporte para suas atividades diárias.

O Dia do Metroviário é uma oportunidade de reconhecer e celebrar o trabalho dedicado e a gentileza demonstrada pelos agentes e seguranças do Metrô-DF, que tornam

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