Mutirão no Lago Norte inspeciona 3,6 mil imóveis para combater o Aedes aegypti

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(Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília)

Ação envolve agentes da Vigilância Ambiental e Bombeiros na eliminação de criadouros do mosquito

Brasília, 25 de fevereiro de 2025 – Desde o último dia 13, uma operação intensificada no Lago Norte tem como foco o combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa, coordenada pela administração regional, já vistoriou aproximadamente 3,6 mil residências e continuará percorrendo todas as quadras da região.

Os agentes da Vigilância Ambiental e do Corpo de Bombeiros realizam buscas por focos do mosquito, especialmente em recipientes com água parada. A colaboração da população tem sido essencial para a eficácia da ação, permitindo a entrada das equipes e contribuindo para a eliminação dos criadouros.

De acordo com o administrador regional do Lago Norte, Marcelo Ferreira, a região apresenta altos índices de infestação devido à grande quantidade de áreas verdes e terrenos amplos. “Embora não signifique necessariamente um aumento de casos de dengue, decidimos antecipar as ações para reduzir o índice de infestação, que se concentra dentro das residências”, explica.

Conscientização e prevenção

Além das inspeções domiciliares, a campanha reforça práticas preventivas que a população pode adotar, como manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas com frequência e eliminar recipientes que acumulem água. A chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte, Ozenilde Miranda, enfatiza a necessidade da participação dos moradores.

Ozenilde Miranda, chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental Norte: “É importante a presença do agente e também do morador acompanhando a inspeção, para que ele veja qual o problema”

“As visitas são detalhadas, pois muitas vezes há criadouros ocultos que apenas um olhar treinado pode identificar. Por isso, é fundamental que o morador acompanhe a inspeção e compreenda os riscos”, afirma.

A agente de Vigilância Sanitária Juliana Mussi alerta que a eliminação dos focos do mosquito precisa ser um esforço coletivo. “Se um vizinho mantém o cuidado e o outro não, o problema continua. Cada um deve fazer sua parte”, pontua.

Outro desafio enfrentado pelas equipes é a resistência de alguns moradores em permitir a entrada dos agentes. A agente Rafaela da Silva ressalta que todos os profissionais estão devidamente identificados e pede a colaboração da comunidade. “Sabemos que há preocupações com segurança, mas pedimos que os moradores verifiquem nossos crachás e confiem no trabalho que realizamos. O combate à dengue exige a participação de todos”, reforça.

A expectativa é de que todas as residências do Lago Norte sejam vistoriadas nas próximas semanas, garantindo um ambiente mais seguro e reduzindo os riscos de proliferação do Aedes aegypti.

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