Ministério da Saúde lança nova Caderneta da Pessoa Idosa

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(Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF)

Documento atualizado amplia cuidado integral e apoio à atenção básica

Brasília, 15 de janeiro de 2026 — O Ministério da Saúde lançou a nova edição da Caderneta da Pessoa Idosa com atualizações relevantes que ampliam tanto o conteúdo quanto a didática do material. Em sua sexta versão, o documento passa a incorporar temas como saúde mental, prevenção da violência, cuidados paliativos e seguridade social, fortalecendo o acompanhamento da população idosa no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Simone Lacerda, a atualização representa um avanço importante para qualificar a assistência, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Segundo a gestora, a caderneta contribui para um cuidado mais estruturado e alinhado às necessidades atuais da população idosa.

Entre as principais inovações está a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), instrumento que auxilia na identificação de fragilidades e demandas específicas de cada indivíduo. O material também foi adaptado com fontes ampliadas para melhorar a leitura, além do uso de ilustrações e QR codes, que facilitam o acesso a conteúdos complementares de educação em saúde por usuários e profissionais.

Para Simone Lacerda, a caderneta se consolida como uma ferramenta essencial na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ao reunir informações sobre medicamentos em uso, avaliação do ambiente domiciliar, apoio sociofamiliar e resultados de exames. Com esses dados, as equipes conseguem traçar um panorama mais completo do perfil do idoso, permitindo a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidado personalizados, com acompanhamento contínuo.

A gestora ressalta ainda a importância da capilaridade da Atenção Primária, em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família atuam como elo entre as diretrizes do Ministério da Saúde e a oferta de cuidado integral nos territórios. Esse modelo se torna ainda mais relevante diante do crescimento acelerado da população idosa. No Distrito Federal, conforme o Censo do IBGE de 2022, quase 365 mil pessoas têm 60 anos ou mais, o que representa cerca de 13% da população total.

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