Meta nega favorecimento eleitoral a Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Empresa respondeu ao TSE e apresentou medidas para fiscalizar anúncios e conteúdos políticos

Brasília, 20 de outubro de 2026 – A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, negou nesta terça-feira (20) ter favorecido candidatos à Presidência da República ou interferido nas eleições. A manifestação foi enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após questionamentos de integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A campanha petista acusa a empresa de impulsionar o nome do candidato Flávio Bolsonaro (PL) por meio de ferramentas de inteligência artificial (IA). A Meta rejeitou as acusações e afirmou que aplica as mesmas regras de distribuição de conteúdo a todos os candidatos.

No documento encaminhado ao TSE, a empresa detalhou medidas para cumprir as regras eleitorais e solicitou uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso na Corte.

Entre as medidas citadas está uma lista de permissões que restringe a veiculação de anúncios eleitorais pagos a candidatos, partidos, coligações e federações cadastrados no TSE. A empresa também informou que conteúdos bloqueados podem passar por revisão humana em até duas horas.

Sobre publicações produzidas com inteligência artificial, a Meta apresentou um levantamento de 1.204 postagens, das quais 720 teriam sido suspensas por violar as diretrizes da plataforma.

O caso segue em análise no TSE, que avalia a solicitação de reunião com representantes da empresa.

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