Taxa de desemprego juvenil recua e formalização registra crescimento
Brasília, 18 de setembro de 2025 – O mercado de trabalho para jovens do Distrito Federal apresentou avanços significativos em 2024. Segundo o Boletim Juventude e Mercado de Trabalho, produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa de desemprego entre pessoas de 15 a 29 anos foi de 28,7%. O dado reflete uma melhora em relação a 2023, acompanhada de maior participação dos jovens na força de trabalho, que atingiu 69,3%, acima dos 67,9% registrados no ano anterior.
O levantamento aponta ainda crescimento do emprego formal. Em 2024, 81,3% das ocupações de jovens ocorreram em postos assalariados, aumento de mais de dois pontos percentuais em comparação a 2023. A maioria atuava no setor privado com carteira assinada (51,8%), enquanto 11,7% estavam inseridos em programas de estágio ou aprendizagem. O setor público respondeu por 6,9% das vagas.
Houve também aumento no nível de ocupação juvenil, que cresceu 3,3% em relação a 2023. Jovens de 18 a 24 anos tiveram o maior avanço, com 5,6%. Os setores de serviços e comércio foram os principais responsáveis pelo resultado, somando juntos mais de 91% dos empregos: 68,4% em serviços e 23,4% em comércio e reparação.
Os rendimentos também apresentaram melhora. Entre jovens de 18 a 24 anos, a remuneração média alcançou R$ 2.483, um crescimento de 1,5%. Já no grupo de 25 a 29 anos, o valor se manteve estável em R$ 3.201. A média por hora trabalhada chegou a R$ 14,50, sendo R$ 11,71 para os mais jovens.
Outro dado relevante foi o aumento na formalização. O número de jovens com carteira assinada no setor privado cresceu 7,8%, enquanto a quantidade de trabalhadores sem registro caiu 7,3%. A participação de estagiários e aprendizes avançou 17,6%, ampliando as oportunidades de qualificação profissional.
De acordo com a economista do Dieese, Lucia Garcia, esses resultados refletem melhorias econômicas no país e no DF. “Estamos observando um processo de renovação da força de trabalho na região, com mais jovens ocupando empregos regulamentados. Porém, ainda existem desafios, como superar desigualdades de gênero, valorizar o trabalho e reduzir a jornada para permitir que os jovens invistam em qualificação”, destacou.
O estudo também evidenciou diferentes trajetórias entre os jovens. Em 2024, 45,8% estavam estudando, 49,4% trabalhavam e 19,8% buscavam uma oportunidade. Cerca de 14,2% conciliavam estudo e trabalho, reforçando a tendência de inserção precoce no mercado e busca por capacitação.





