Taxa de desemprego cai na Área Metropolitana de Brasília e ocupação cresce em setores estratégicos
Brasília, 27 de novembro de 2024 – O mercado de trabalho no Distrito Federal (DF) e na Área Metropolitana de Brasília (AMB) mostrou avanços importantes em outubro de 2024, conforme dados divulgados pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-DF). O estudo, conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta redução na taxa de desemprego e crescimento no nível de ocupação em setores chave da economia.
No DF, o número de pessoas ocupadas e desempregadas totalizou 1,715 milhão, com a taxa de participação praticamente estável em 64,6%. A Indústria de Transformação liderou o crescimento, com aumento de 11,4% (5 mil novos postos), seguida pela Construção (4,2%, ou 3 mil) e pelo Comércio e reparação (0,9%, ou 2 mil).
Resultados da AMB também são positivos
Na AMB, composta por 2,346 milhões de pessoas economicamente ativas, a ocupação cresceu 0,2%, alcançando 536 mil trabalhadores. O setor da Construção teve alta de 6,1% (4 mil vagas), e os Serviços avançaram 0,7% (2 mil). A taxa de desemprego total caiu de 16,3% para 15,4% em relação a outubro de 2023, graças à criação de 15 mil postos de trabalho no período.
Destaques no DF
Além do aumento na ocupação formal, os trabalhadores autônomos registraram crescimento de 2% (5 mil pessoas), enquanto os empregados domésticos avançaram 4,2% (3 mil). O rendimento médio dos autônomos também subiu, atingindo R$ 3.344, uma alta de 3,1%. No entanto, o rendimento médio geral caiu 0,5%, fechando em R$ 4.640.
Lucia Garcia, economista do Dieese, comentou sobre as mudanças no mercado de trabalho: “A sazonalidade de final de ano deu lugar a uma estabilidade que reflete a maturidade do mercado na Região Metropolitana e na Capital. Comparando com outubro de 2023, observamos queda no desemprego e avanços na ocupação.”
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços, os dados indicam que o mercado ainda enfrenta desafios, como a leve queda nos rendimentos médios. No entanto, setores como Comércio e reparação mostraram recuperação, com alta salarial de 1,9%. As políticas de incentivo à geração de empregos têm sido fundamentais para os resultados alcançados.
Os dados reforçam a importância de estratégias contínuas para estimular o emprego e aumentar a renda, essenciais para consolidar a recuperação econômica da região.






