Lula retalia e manda Banco Central rejeitar compra do Master pelo BRB e prejudica setor produtivo do DF

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Decisão do BC, influenciada por tensões políticas, prejudica o fortalecimento econômico do Distrito Federal e mostra o ódio de Lula pelo DF e perseguição política

Da Redação

O Banco Central (BC) rejeitou, na noite desta quarta-feira (3), a aquisição de 58% do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão, articulada pelo Palácio do Planalto, e tomada pela diretoria colegiada do BC sob recomendação do diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Dias de Brito Gomes, ocorreu um dia após o Centrão, liderado pelo Progressistas (PP), articular a votação de um projeto de lei que permitiria ao Congresso Nacional destituir o presidente e diretores do BC, enfraquecendo a autonomia da instituição garantida pela Lei Complementar nº 179/2021.

A operação previa que o BRB, controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) com 71,92% das ações, adquirisse 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Banco Master, num negócio estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. O acordo, que incluía o banco digital Will Bank, foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF (CLDF) em 19 de agosto e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho.

A rejeição do BC é vista como uma retaliação do governo Lula ao desembarque de partidos do Centrão, como PP, MDB e União Brasil, da base aliada, anunciado em meio a atritos com o Executivo. O projeto de lei, encabeçado por Cláudio Cajado (PP-BA) e apoiado por líderes de PL, Republicanos, União Brasil, MDB e PSB, buscava alterar a autonomia do BC, permitindo ao Congresso demitir sua cúpula por “desempenho insuficiente” ou “interesses nacionais”.

A Fecomércio-DF, que representa 242 mil empresas, lamentou a decisão, argumentando que a aquisição fortaleceria o BRB, reposicionando-o como o 17º maior banco do Brasil e gerando até R$ 2 bilhões em dividendos em cinco anos, segundo projeções do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A entidade destacou que o negócio estimularia empregos, empreendedorismo e infraestrutura no DF.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) defendeu a operação, sancionada em 20 de agosto, como essencial para o desenvolvimento do DF, mas a rejeição pelo BC frustra esses planos. O BRB anunciou que solicitou a íntegra da decisão para avaliar recursos ou apresentar nova proposta.

A decisão do BC gerou críticas de políticos do Centrão, como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que acusou o governo Lula de usar a autarquia para retaliar adversários políticos após a saída da base aliada. Parlamentares de oposição, como Erika Kokay (PT-DF) e Leila do Volei (Cidadania), celebraram a rejeição, apontando-a como proteção contra interesses privados, mas no fundo não passa da política o quasnto pior melhor, dando as costas aos interesses da população do DF.

O projeto de lei do Centrão, apesar de ter conseguido assinaturas para tramitação em regime de urgência, perdeu força após a rejeição do BC, com líderes governistas considerando-o improvável de ser aprovado devido à resistência no Senado, conforme o O Globo. A crise expõe tensões entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, com reflexos na economia do DF.

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