Justiça intervém contra ações difamatórias disseminadas por Ricardo Cappelli

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Com nove meses para a campanha eleitoral no DF, o pré-candidato do PSB acumula decisões judiciais contra postagens ofensivas, como a recente remoção de vídeo difamatório contra cooperativa de caminhoneiros, sinalizando o risco de uma estratégia que beira o crime eleitoral

Faltando nove meses para o pontapé inicial da campanha eleitoral de 2026, o pré-candidato a governador do Distrito Federal pelo PSB, Ricardo Cappelli, tem transformado as redes sociais em um campo minado de supostas fake news, injúrias e difamações, práticas que não só enfraquecem sua imagem, mas também atraem a atenção da Justiça Eleitoral e cível. Como aliado de Flávio Dino e pupilo de Rodrigo Rollemberg – cuja gestão desastrosa ainda ecoa como as piores da história do DF –, Cappelli aposta em ataques radicais para se posicionar contra a favorita Celina Leão (PP), mas o tiro sai pela culatra: decisões judiciais rápidas, como a recente ordem para remover postagens contra uma cooperativa de caminhoneiros, mostram que o Judiciário está atento e pronto para coibir esses crimes, que podem custar caro em um pleito já polarizado.

O caso mais recente ilustra perfeitamente o padrão. Em 10 de outubro, o juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, determinou que Cappelli removesse, em 48 horas, um vídeo publicado no Instagram onde ele alegava um “esquemão” envolvendo a Coopercam – uma cooperativa de caminhoneiros do DF que receberia recursos públicos sem pagar seus associados há meses.

Sem qualquer lastro probatório, a postagem foi considerada “potencialmente ofensiva e generalizadora”, associando a entidade a condutas ilícitas de forma leviana.

A decisão impõe multa diária de R$ 500, limitada a R$ 10 mil, e veio após ação da própria cooperativa, que denunciou o conteúdo como difamatório e sem comprovação. Cappelli, presidente da ABDI e ex-secretário de Comunicação no Maranhão, reagiu com contragolpe: seus advogados protocolaram representações no MPDFT e no TCDF para investigar a Coopercam, mas o episódio reforça sua reputação de “gerador de fake news”, como criticado nas redes sociais.

Essa não é uma ocorrência isolada. Cappelli, ex-PCdoB e figura de extrema esquerda, tem histórico de postagens inflamadas que flertam com o limite legal. Em agosto de 2025, ele acusou a “dupla Ibaneis-Celina” de orquestrar ataques com fake news via “tropa extremista”, prometendo prisões e derrotas nas urnas – uma retórica que, embora defensiva, ecoa o tom agressivo que ele usa contra adversários.

Em abril, questionou o “ódio ao Estado” com fatos “absurdos reais”, mas sem contextualizar, alimentando narrativas divisivas que a oposição acusa de injúria coletiva.

E em janeiro, defendeu o IBGE contra “obscurantismo” de “disseminadores de fake news”, ironia que não passou despercebida quando ele mesmo foi alvo de liminares.

Sua estratégia, apoiada por Lula em detrimento de Leandro Grass (PT), traiu o candidato natural do PT-DF e isolou a esquerda local, mas agora expõe Cappelli a riscos criminais: injúria (art. 140 do CP) e difamação (art. 139) podem render até dois anos de prisão, além de inelegibilidade por oito anos via Lei da Ficha Limpa.

No DF, onde a esquerda já enterra o PT com desaprovação de Lula em 59,7%, Cappelli representa o radicalismo que o eleitor rejeita.

Enquanto Celina Leão, com 36,6% das intenções de voto e foco em projetos como o investimento de R$ 23 milhões em dietas especializadas para pacientes domiciliares, encarna moderação e eficiência ao lado de Ibaneis Rocha (35,6% para o Senado), o PSB de Rollemberg implode com essa tática de terra arrasada.

A Justiça, com histórico de remoções rápidas, sinaliza que não tolerará abusos pré-eleitorais. A CPMI do INSS, que expõe conivências políticas em fraudes bilionárias, e a prisão domiciliar de Bolsonaro sem denúncia da PGR reforçam o clamor por pacificação: o Brasil não precisa de mais difamação, mas de candidatos que unam, não dividam.

Cappelli pode apostar em ataques para ganhar visibilidade, mas a Justiça Eleitoral, atenta a crimes cibernéticos, promete equilibrar as contas. Para 2026, o DF – traumatizado por Agnelo Queiroz e Rollemberg – optará pela estabilidade de Celina e Ibaneis, deixando o radicalismo como lição cara para a extrema esquerda. A campanha começa com fake news; termina com veredictos judiciais.

 

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