Jovem empresária se destaca no setor de agronegócios com inovação tecnológica

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Empresária Lu Romancini e a veterinária Adriane Zart: força das mulheres no agronegócios

Lu Romancini, CEO da Romancini Troncos, conquistou espaço em seu segmento em dois importantes eventos do setor agro ocorridos em maio, a Agrishow e a Expozebu, com o lançamento do Tronco RZPEC, que possui nova tecnologia de brete

Cada vez mais mulheres conquistam espaço no setor de agronegócios, que até cerca de três anos era um território majoritariamente masculino. A mudança desse cenário pode ser constatada, por exemplo, em eventos importantes do setor de agronegócios realizados neste ano. As feiras Agrishow e Expozebu tiveram grande participação feminina, não apenas nas visitações mas, principalmente, nos negócios.

Lu Romancini, advogada e CEO da empresa Romancini Troncos, desde 2016, foi uma das que se destacou levando aos dois eventos uma novidade de mercado, que vinha sendo aguardada por produtores e pecuaristas. Em conjunto com a veterinária Adriane Zart, Lu Romancini desenvolveu um equipamento que possui uma nova tecnologia de brete. O Tronco RZPEC dispensa manejo humano e ainda assim promove o bem-estar animal, auxiliando criadores e empresas. Está alinhado com o conceito a técnica de manejo Nada Nas Mãos, da veterinária Adriane Zart. Na Agrishow o maquinário foi lançado no espaço “Pra Elas” e teve audiência de um público formado por mais de 100 mulheres.

Ressaltando que “o bovino é dotado de grande inteligência e sensibilidade”, Lu Romancini explica que essa informação é muito relevante e que o desenvolvimento do equipamento levou em conta esse aspecto. “A maior diferenciação desse tronco é que ele foi construído com espaços ‘vazados’ em todas as laterais, para que o animal tenha visão de todo processo, entenda que ele tem uma saída e sinta-se seguro; dessa forma estamos alinhados ao conceito do bem-estar animal e ao mesmo tempo, potencializando a produtividade do manejo no curral”, esclarece.

A aposta no novo modelo de Tronco é mais uma investida de negócios da CEO da Romancini. Quando assumiu a liderança da empresa aos 35 anos de idade, Lu a encontrou em um momento delicado de gestão e enfrentou diversos desafios como sucessora. Desde então, posicionou o negócio como líder em um segmento com muitos concorrentes e com predominância masculina. Apesar disso fez a empresa crescer 98% durante a pandemia.

A força feminina no ramo do agro é comprovada em pesquisas. Um estudo recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em conjunto com a Embrapa e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que as mulheres administram mais de 30 milhões de hectares – o que equivale a 8,4% das áreas rurais do país. Um outro levantamento, esse do Sebrae, indica que há cerca de 1 milhão de representantes femininas comandando propriedades do agronegócio no Brasil.

No que se refere a posições de destaque em empresas, indústrias e cooperativas, pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta que as mulheres representam cerca de 30% dos profissionais do setor.

Facilidade de pagamento com financiamento próprio- Para facilitar que mesmo os pequenos pecuaristas consigam acesso para implantar a tecnologia em seu plantel, foi criado um financiamento próprio da empresa para simplificar o pagamento do custo dela. A vantagem é que os pecuaristas economizam 25% com a aquisição do maquinário.

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