Grupo multidisciplinar oferece suporte e estratégias inovadoras para pacientes lidarem com desafios diários da dor crônica
Da Redação
Brasília, 15 de novembro de 2023 – No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma iniciativa revolucionária se concretizou: o grupo de dor crônica. Este espaço vai além dos tratamentos convencionais, criando uma rede de apoio para pacientes que enfrentam os desafios diários impostos por essa condição de saúde.
Com aproximadamente 60 milhões de brasileiros afetados pela dor crônica, conforme dados da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), a linha de cuidados para pessoas com essa condição no HRSM se destaca como uma resposta inovadora. O grupo, composto por cerca de 15 participantes, se reúne semanalmente no ambulatório, oferecendo um ambiente de compartilhamento de experiências e conhecimento nas manhãs de quinta-feira.
O objetivo desse programa é melhorar a qualidade de vida diante das limitações físicas e desafios cotidianos enfrentados pelos pacientes com dor crônica. Para isso, são realizados aproximadamente 12 encontros, nos quais são exploradas estratégias que vão desde psicoeducação até técnicas de mindfulness, envolvendo uma equipe de especialistas de diversas áreas, como psicologia, fisioterapia, reumatologia, assistência social, entre outros.
Paola Palatucci, psicóloga especializada em dor crônica e uma das idealizadoras do projeto, destaca a finalidade do programa: “Nosso objetivo é oferecer estratégias para enfrentar a dor, permitindo que os pacientes recuperem a qualidade de vida e se adaptem a essas condições”.
Os membros do grupo têm experimentado melhorias significativas. Albertina Fernandes, 53 anos, menciona que reduziu o uso de medicamentos controlados desde que ingressou no grupo: “O grupo tem sido de grande ajuda; durmo melhor e estou emocionalmente melhor”.
O tratamento adotado envolve uma abordagem multidisciplinar que incorpora exercícios fisioterapêuticos adaptados, auriculoterapia – técnica derivada da acupuntura -, além de estratégias de mindfulness e psicoeducação. Alessandra Sandro Meireles, fisioterapeuta, destaca a importância da equipe em proporcionar não apenas alívio imediato, mas também melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes.
Suely Pinheiro Barreira, 61 anos, que convive com a fibromialgia há décadas, expressa a eficácia do programa: “Esse grupo está sendo uma maravilha; tenho aprendido como lidar com a dor da fibromialgia e tenho até parado de tomar alguns medicamentos fortes”.
Essa abordagem inovadora no HRSM representa um avanço significativo no tratamento da dor crônica, oferecendo não apenas alívio, mas também suporte emocional e estratégias práticas para enfrentar essa condição debilitante.






