CEB destaca inovação e eficiência em gestão de iluminação pública no seminário Lide Infraestrutura
Brasília, 29 de julho de 2024 – Realizado na sexta-feira, o seminário Lide Infraestrutura, com o tema “Infraestrutura urbana e iluminação pública”, reuniu empresários e representantes do setor elétrico e de infraestrutura do país. A Companhia Energética de Brasília (CEB) esteve presente, com seu presidente, Edison Garcia, enfatizando a importância de uma gestão eficiente e sustentável para o crescimento contínuo da empresa.

Garcia participou do painel sobre regulação da iluminação pública e seus impactos na eficiência energética, citando a experiência de Brasília como exemplo de sucesso. Ele destacou como a população valoriza a iluminação de LED e a associa à maior sensação de segurança. “Lojas, farmácias e supermercados são beneficiados pela melhor visibilidade e proteção proporcionadas pela nova iluminação, aumentando a confiança dos consumidores à noite,” reforçou Garcia.
O presidente da CEB reiterou o compromisso com a inovação e excelência, visando oferecer serviços de qualidade aos acionistas e à população do Distrito Federal. “Queremos transformar Brasília em uma referência nacional de eficiência energética e qualidade de vida, garantindo que cada cidadão se sinta mais seguro e orgulhoso da sua cidade,” declarou.
Valorização e eficiência energética
Durante o evento, Garcia lembrou que a iluminação pública é o maior consumidor de energia no DF, com gastos anuais de R$ 210 milhões. A substituição por luminárias LED de alta eficiência reduzirá esses custos e promoverá uma economia energética significativa. Outros grandes consumidores de energia incluem a companhia de saneamento e o metrô do Distrito Federal.
A implementação de telegestão nas luminárias, permitindo monitorar e controlar remotamente a iluminação pública, foi outro ponto abordado. Essa tecnologia não só melhora a eficiência energética, mas também aumenta a sensação de segurança, inibindo atividades criminosas e melhorando a visibilidade noturna.
Garcia também destacou a importância da iluminação cênica para valorizar os monumentos arquitetônicos de Brasília, que são reconhecidos mundialmente. “A capacidade de alterar a coloração de prédios icônicos como o Congresso Nacional e a Catedral em datas comemorativas tem o potencial de atrair mais turistas e dinamizar a economia local,” exemplificou.
Normatização e desafios
O presidente da CEB também abordou a necessidade de discutir cuidadosamente as alterações no normativo regulatório do setor. Ele explicou que a substituição das luminárias por modelos de 4.000 Kelvin, que produzem uma luz mais branca e natural, está em desacordo com a norma ABNT-51, que propõe lâmpadas de 2.700 Kelvin, com luz amarelada. Estudos indicam que a luz amarelada é 30% menos eficiente e consome 30% mais energia.
“A nova norma vai contra a transição energética que buscamos. Com a aplicação da norma, a cidade ficará mais escura e o consumo de energia aumentará. Deixamos de economizar 50% e passamos a economizar apenas 20%,” afirmou Garcia. Ele pediu à ABNT, ao Inmetro e à indústria que revisem a regulação com atenção.
Crescimento e expansão da CEB
A CEB, com 80% do capital social pertencente ao Governo do Distrito Federal e ações listadas na B3, tem se destacado pela valorização e expansão no setor energético. Desde 2019, sob a gestão do governador Ibaneis Rocha, as ações da CEB valorizaram significativamente, refletindo estabilidade e potencial de crescimento. Em 2023, as ações da empresa valorizaram 30%, destacando a confiança dos investidores.
Garcia detalhou os negócios da companhia, focados na geração de energia e iluminação pública. A CEB opera usinas hidrelétricas em Tocantins, Goiás e no Distrito Federal, e está implantando a maior usina fotovoltaica do Centro-Oeste, a Mirius Furlan, com capacidade inicial de 100 megawatts e previsão de atingir até 400 megawatts.
Na iluminação pública, a CEB é pioneira na concessão para uma empresa estatal, optando por uma gestão própria para garantir a sustentabilidade dos projetos. A empresa está implementando um projeto de 30 anos para modernizar a iluminação pública, substituindo lâmpadas de vapor de sódio por LED, visando reduzir o consumo de energia e os custos operacionais.
“A regulação precisa ser vista com muito cuidado, de forma que não haja retrocesso,” concluiu Garcia, ressaltando a importância de manter a eficiência energética e a segurança para a população do Distrito Federal.






