Novo fluxo com apoio digital reforça segurança dos pacientes e reduz riscos durante internação
Brasília, 19 de março de 2026 – O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), implantou um novo modelo de análise de prescrições médicas que reforça a segurança dos pacientes internados.
A principal mudança é a antecipação da avaliação feita pela farmácia clínica. Agora, antes da liberação dos medicamentos, as prescrições passam por análise de um farmacêutico clínico, com apoio da plataforma digital MV Soul, que integra todo o processo — da prescrição à dispensação.
Mais segurança no uso de medicamentos
Segundo Thales Teódulo, chefe do Serviço de Farmácia Clínica, o novo fluxo inverte a lógica anterior. Antes, a dispensação ocorria primeiro, e a análise clínica vinha depois. Agora, a avaliação é feita previamente, permitindo identificar possíveis problemas.
Entre os pontos analisados estão:
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Erros de dosagem;
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Interações medicamentosas;
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Duplicidades terapêuticas;
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Inadequações clínicas.
A medida contribui para o uso mais seguro e racional dos medicamentos, reduzindo riscos durante o tratamento.
O processo ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, abrangendo todas as prescrições emitidas nesse período. Em casos de urgência, o fluxo é flexibilizado, com liberação automática para garantir rapidez no atendimento.
Atualmente, cerca de 260 prescrições são avaliadas diariamente na unidade.
Implantação gradual
A iniciativa vem sendo implementada de forma progressiva desde outubro de 2025. A primeira fase contemplou a UTI adulta e a clínica médica. Agora, o modelo está sendo ampliado para a UTI Neonatal e a pediatria.
O projeto foi desenvolvido por Thales Teódulo e Elisson Oliveira, com base em experiência anterior no Hospital Cidade do Sol, também administrado pelo IgesDF.
Cultura de qualidade e segurança
De acordo com Elisson Oliveira, a adesão das equipes médicas tem sido positiva, já que o modelo é comum em hospitais privados. Os principais desafios iniciais envolveram o alinhamento entre as equipes de farmácia clínica e hospitalar, etapa já superada.
Ainda pouco difundido na rede pública, o modelo coloca o HRSM como uma das referências no Distrito Federal em segurança do paciente.
A expectativa é expandir o sistema para toda a unidade até o fim do ano, consolidando uma cultura institucional baseada na qualidade do cuidado e na excelência dos processos assistenciais.






