Unidade de Ceilândia se consolida como retaguarda estratégica do SUS no DF
Brasília, 10 de fevereiro de 2026 – No Hospital Cidade do Sol (HSol), o cuidado oferecido aos pacientes ultrapassa a realização de exames e a administração de medicamentos. A atenção também se expressa em atitudes cotidianas, como uma conversa acolhedora, uma música para tranquilizar ou a escuta atenta de pedidos simples. Com esse perfil baseado no respeito e na valorização do paciente, a unidade celebra dois anos de funcionamento, consolidando-se como parte fundamental da rede pública de saúde do Distrito Federal.
Desde o início das atividades, o hospital soma 4.462 admissões. Somente em janeiro de 2026, a taxa de ocupação chegou a 93,7%, indicando uso quase integral dos leitos ao longo do mês. O índice evidencia a elevada demanda e reforça a importância do HSol para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, especialmente na organização do fluxo de internações.
Com atuação voltada ao perfil de hospital de retaguarda, o HSol recebe pacientes encaminhados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A unidade contribui diretamente para reduzir a sobrecarga de hospitais de alta complexidade e serviços de urgência.
De acordo com a gerente do Hospital Cidade do Sol, Júlia Gurgel, a missão da unidade vai além da assistência clínica. Segundo ela, o cuidado prestado considera o paciente em sua totalidade, incluindo aspectos físicos, emocionais e sociais. “Temos um papel estratégico na rede pública, mas também um compromisso diário com a humanização. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa se sinta acolhida e respeitada, valorizando sua história e dignidade”, destaca.
Implantado inicialmente para responder a picos de internações em períodos críticos, o Hospital Cidade do Sol tornou-se apoio essencial para unidades como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O perfil assistencial é voltado a pacientes de baixa e média complexidade, que necessitam concluir tratamentos, estabilizar quadros clínicos ou permanecer em acompanhamento hospitalar até a recuperação.
Ao absorver essas internações, o hospital ajuda a liberar leitos em unidades mais complexas e a agilizar atendimentos de urgência, fortalecendo o desempenho de toda a rede pública de saúde.
A humanização também se destaca como marca do HSol. A unidade desenvolve ações que tornam o período de internação mais acolhedor, como fisioterapia ao ar livre, atividades de convivência e iniciativas culturais. Projetos como o Cineminha, com exibição de filmes, e ações voltadas ao estímulo cognitivo e emocional integram a rotina hospitalar.
Outro destaque é o projeto Humanizar, que prioriza a escuta ativa de pacientes e familiares e fortalece o cuidado individualizado. Entre as ações está o Prontuário Afetivo, que reúne informações pessoais do paciente, como preferências, hábitos, apelidos e gostos musicais. A iniciativa busca garantir que o atendimento seja mais próximo e personalizado, indo além do diagnóstico clínico.
Nesse contexto, o Hospital Cidade do Sol também vem ampliando a atuação em cuidados paliativos, abordagem voltada ao cuidado integral de pessoas com doenças graves, crônicas ou ameaçadoras da vida, em qualquer fase do tratamento. O objetivo é assegurar conforto, controle de sintomas e apoio emocional, além de oferecer suporte às famílias.
A unidade dispõe de dez leitos exclusivos para cuidados paliativos em contexto de fim de vida, atendendo pacientes oncológicos e não oncológicos. A assistência é realizada por equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o Hospital Cidade do Sol representa um avanço na organização do SUS no Distrito Federal. “A unidade se tornou indispensável para a rede, ao garantir a continuidade do tratamento, melhorar o giro de leitos e desafogar serviços de urgência e alta complexidade. Mais do que resultados numéricos, entrega acolhimento e atendimento humanizado à população”, afirma.





