Ação rápida do serviço de proteção garantiu a segurança da vítima e detenção do agressor
Brasília, 21 de novembro de 2024 – Na última terça-feira (19), um homem monitorado pelo Serviço de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) foi preso em Ceilândia após violar a medida protetiva de urgência (MPU) imposta pelo Judiciário. O agressor, que utilizava tornozeleira eletrônica desde agosto, ultrapassou a área de exclusão estabelecida, levando a vítima a acionar o dispositivo de emergência do programa Viva Flor.
A resposta foi imediata, com equipes do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) atuando para preservar a integridade da vítima e deter o autor. O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, reforçou o comprometimento do serviço. “O ideal é que não haja descumprimento, mas estamos prontos para agir com rapidez. Nenhuma mulher monitorada voltou a ser vítima de agressão”, afirmou.
Resultados expressivos no monitoramento
A prisão é a 41ª registrada em 2024 por descumprimento de medidas protetivas, superando as 33 ocorrências do ano anterior. Desde a implementação do programa em 2021, 79 agressores foram detidos por infringir determinações judiciais.
O Serviço de Proteção à Mulher monitora atualmente 655 pessoas, incluindo vítimas e agressores. Desde sua criação, mais de 2.500 pessoas foram atendidas, com suporte oferecido por tornozeleiras eletrônicas para agressores e Dispositivos de Proteção à Pessoa (DPP) para vítimas.
Tecnologia e eficiência na proteção
O DPP, disponibilizado às vítimas com MPU em vigor, é ativado em situações de perigo, alertando as equipes de segurança. Paralelamente, os agressores são monitorados por georreferenciamento, permitindo acompanhamento em tempo real e notificações automáticas em caso de violação de perímetros estabelecidos pelo Judiciário.
“A tecnologia de monitoramento é um recurso eficiente que assegura proteção e agiliza a resposta a descumprimentos”, destacou Andrea Boanova, diretora da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP). Ela enfatizou a importância de as vítimas denunciarem para que o sistema funcione plenamente.
O caso reforça o sucesso do programa no combate à violência doméstica e na garantia da segurança das mulheres no Distrito Federal.






