Trabalhadores ocuparam centro de tratamento no SIA nesta terça-feira e mantêm portões fechados
Brasília, 15 de setembro de 2026 – Trabalhadores dos Correios ocuparam, na manhã desta terça-feira (15), o Centro de Tratamento de Encomendas da empresa, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A mobilização ocorre após a categoria aprovar greve por tempo indeterminado e impede a entrada e saída de cargas da capital pelo local.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF) registrou nas redes sociais o bloqueio de um caminhão da empresa. Segundo a entidade, os portões do centro operacional permanecerão fechados por tempo indeterminado até que os Correios apresentem uma proposta considerada concreta para atender às reivindicações dos trabalhadores.
Na segunda-feira (14), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade durante a paralisação. A decisão ocorreu após pedido dos Correios para que a greve fosse considerada abusiva.
Segundo a determinação do TST, o percentual de 80% deve ser cumprido individualmente em cada unidade e, quando necessário, em cada turno e atividade considerada indispensável, sem compensação de trabalhadores entre unidades ou atividades diferentes.
Motivos da greve
A paralisação começou na quinta-feira (10), após assembleia realizada pelo Sintect-DF. De acordo com o sindicato, a greve foi motivada pela falta de avanço nas negociações com a empresa.
Entre os pontos questionados estão propostas que, segundo a entidade, representariam perdas para os trabalhadores, como a redução do percentual das férias, o fim do ticket extra e mudanças relacionadas ao plano de saúde.
O sindicato também é contrário à alteração da jornada aos sábados, que passaria a começar às 13h. A entidade defende o retorno do expediente para o período da manhã.
A presidente do Sintect-DF, Amanda Corcino, afirmou que a categoria não aceitará mudanças consideradas retrocessos nos direitos dos trabalhadores. O sindicato também informou que pretende realizar passeatas, atos e outras mobilizações durante a greve.
Em nota, os Correios afirmaram que, diante do anúncio da paralisação, acionaram o Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para manter os serviços e reduzir possíveis impactos aos clientes.
A empresa informou ainda que apresentou uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre as medidas adotadas para reduzir os efeitos da greve estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e ações logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas.


