Governadora diz que o acordo mediado no Supremo não foi cumprido; entidades pedem critério técnico
Da Redação
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal protocolou petição de fato superveniente na ação do Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Luiz Fux, sobre empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos para o Banco de Brasília. A peça, assinada pela procuradora-geral Diana de Almeida Ramos, inclui declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no comício de quarta-feira em Ceilândia: “Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB.”
A PGDF sustenta que a fala, em ato de campanha ao lado de aliados e com pedido de voto ao candidato apoiado por Lula ao GDF, indica que a resistência da equipe econômica à fiança tem natureza política.
Lula também atribuiu perdas do BRB a operações com o Banco Master. Celina Leão (PP) afirmou que o DF pede aval, não transferência do Tesouro, e que o governo federal “enganou” o GDF ao firmar acordo no STF e não cumpri-lo. “Eu esperava mais do presidente da República, que soubesse o tamanho da envergadura do seu cargo. Não politizar uma questão tão importante como essa do BRB.”
“Fizeram uma proposta para o ministro Fux que iria nos ajudar para não dar o aval e não cumpriram a proposta.”
Ademi-DF, Asbraco, Codese, Fecomércio-DF e Sinduscon-DF divulgaram manifesto pedindo diálogo e decisões “fundamentadas em critérios estritamente técnicos e de governança, de forma independente em relação a debates partidários ou calendários eleitorais.”


