Gestação após diagnóstico de câncer de mama: nova perspectiva para as mulheres

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Novo estudo inovador aponta possibilidade da gestação para mulheres diagnosticadas com tumores mamários

Um estudo recentemente publicado na renomada revista científica New England Journal of Medicine¹ está trazendo uma nova luz para mulheres que enfrentam o desafio de conciliar o tratamento de câncer de mama com o desejo de serem mães.

Atualmente, 70% dos casos de câncer de mama são hormonais², e o tratamento muitas vezes, requer o uso de anti-hormônios por 5 a 10 anos, o que impede a gravidez durante esse período. No entanto, a doença tem afetado cada vez mais mulheres jovens, levantando questões sobre a fertilidade e o desejo de gestar.

O estudo em questão investigou a possibilidade de interromper temporariamente o tratamento para permitir a gravidez, sem comprometer a saúde da paciente. Os resultados revelaram que, para algumas mulheres, é seguro interromper o uso do anti-hormônio por até 2 anos, desde que retomado posteriormente, sem aumentar o risco de recorrência da doença.

A dra. Renata Arakelian é oncologista do Hospital Santa Paula, referência em São Paulo e que faz parte da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, e detalha a importância do dado: “Este estudo oferece uma nova perspectiva para mulheres com câncer de mama que desejam ser mães, mostrando que é possível conciliar o tratamento e a maternidade de maneira segura e eficaz”. A especialista enfatiza a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas, mastologistas e obstetras trabalhando em sintonia para oferecer um tratamento personalizado.

As Sociedades Americana, Europeia e Brasileira de Oncologia Clínica têm emitido recomendações específicas para mulheres que são diagnosticadas com câncer de mama durante a gestação, uma situação que vem sendo enfrentada com maior frequência. “Cada caso deve ser discutido minuciosamente com a paciente para garantir a melhor abordagem para a situação específica, avaliando os prós e contras de cada tratamento, sempre levando em consideração a saúde da mulher e do bebê”, complementa a sra. Renata.

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