O Governo do Distrito Federal inaugurou oito novos leitos na unidade de terapia intensiva Coronariana do Hospital de Base, dobrando a capacidade de atendimento a pacientes com doenças cardiovasculares
Da Redação
Brasília, 28 de setembro de 2023 – O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou oito novos leitos na unidade de terapia intensiva (UTI) Coronariana do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Com essa expansão, a capacidade de atendimento a pacientes com doenças cardiovasculares foi dobrada, atingindo a marca de 100% de leitos ativos nas UTIs da rede pública de saúde.
Esses oito novos leitos estavam sendo usados para atender a população durante a pandemia da covid-19. A reativação desses leitos permitiu a inauguração da UTI Coronariana 2, que complementa a eficiência dos serviços já oferecidos pela UTI Coronariana 1. Para atender a essa demanda crescente de pacientes cardíacos de alta complexidade, o GDF realizou um chamamento público para contratar profissionais especializados em doenças coronárias.
“Ao mesmo tempo em que ampliamos a estrutura física, precisamos também aumentar a equipe médica. Dobramos a capacidade da UTI, não apenas com equipamentos, mas também com a contratação de profissionais especializados nessa área”, destacou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
O chamamento para a contratação de profissionais especializados resultou na admissão de 22 profissionais que compõem a equipe multidisciplinar da UTI Coronariana. Isso inclui cinco novos médicos intensivistas na área de cardiologia, além de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros.

A UTI Coronariana é conhecida por sua equipe multidisciplinar e pelo foco em pacientes com doenças coronárias. Além dos oito leitos inaugurados no HBDF, existem outros nove leitos para doenças coronárias no Hospital Universitário de Brasília (HUB), e a Secretaria de Saúde do DF mantém um convênio com o Instituto de Cardiologia e Transplante do Distrito Federal (ICDF), oferecendo leitos de UTI para pacientes que foram submetidos a cirurgias cardíacas.
Graças à atuação conjunta dos órgãos de saúde do GDF, o Distrito Federal registrou a menor taxa de mortalidade por infarto agudo do miocárdio no Brasil em 2022, de acordo com o Departamento de Informação e Informática do SUS (Datasus) do Ministério da Saúde. Enquanto a média nacional de óbitos após um ataque cardíaco é de 9%, no DF esse índice foi de 4,74%, demonstrando a eficácia do tratamento e da assistência médica oferecida na região.
“A expansão desses oito leitos é valiosa porque reflete diretamente na taxa de mortalidade por doenças cardíacas no DF. Com uma maior capacidade de atendimento e cuidado a pacientes, podemos esperar uma redução ainda maior nesses índices”, enfatizou a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio.






