Atividade integra programa de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do DF
Brasília, 24 de setembro de 2025 – Para a dona de casa Lídia de Sousa, 74 anos, frequentar o Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis) é sinônimo de qualidade de vida. Participante assídua desde 1989, ela não perde as sessões de ‘forró terapia’, realizadas todas as quartas-feiras, das 16h às 18h. “Isso aqui é vida! É tudo de bom, espairesce demais”, contou, enquanto dançava no salão junto a outros frequentadores.
A atividade faz parte da musicoterapia, uma das 17 Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICSs) ofertadas pela política distrital de saúde. Criado em 2017, o grupo reúne semanalmente cerca de 50 pessoas, a maioria idosos, e só foi interrompido durante o período mais crítico da pandemia de covid-19.
Segundo o enfermeiro Edmundo Bezerra, coordenador do projeto, o objetivo da ação vai além do exercício físico.
“Nosso foco principal é a saúde emocional e afetiva. Aqui eles se sentem acolhidos, interagem, criam amizades e fortalecem vínculos por meio da dança”, explicou.
O profissional autônomo Eurípedes Melo, 59 anos, é frequentador assíduo e sempre recomenda a atividade. “Gente, ali tem animação. Tem um forró que é uma verdadeira terapia. O povo se anima e vem participar”, destacou.
Acesso gratuito e inclusão
As PICSs são gratuitas e abertas à comunidade, sem necessidade de requisitos prévios para participação. Os atendimentos podem ser coletivos ou individuais, sendo que, nestes casos, é necessário agendamento prévio. Todas as atividades são conduzidas por profissionais habilitados e voluntários capacitados, garantindo segurança e qualidade no atendimento.
O programa inclui diversas modalidades, como acupuntura, auriculoterapia, fitoterapia, yoga, reiki e meditação, entre outras, disponíveis nas unidades de saúde do DF.





