Everardo Gueiros critica a atribuição da expansão do metrô de Samambaia à “boa vontade” de Lula, ressaltando que o projeto é fruto de um trabalho contínuo iniciado em 2019
Da Redação
Em resposta a uma declaração do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, no programa CB.Poder, o ex-secretário de Projetos Especiais do Governo do Distrito Federal (GDF), Everardo Gueiros, rebateu a afirmação de que a expansão do metrô de Samambaia seria um ato de “afeto” do presidente Lula pela cidade. Grass havia vinculado a contratação de um empréstimo de R$ 400 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no fim de 2024 à benevolência presidencial.
Gueiros, que foi secretário em 2019, enfatizou que o projeto de expansão do metrô para Samambaia e Ceilândia é resultado de um planejamento longo e meticuloso, não de um favor do presidente. “Não foi um benefício do presidente concedido ao povo do DF. Esse empréstimo é o resultado de um trabalho intenso pela ampliação do metrô”, declarou Gueiros, destacando que o financiamento poderia ter sido assinado sob qualquer governo, desde que houvesse continuidade no projeto.
Ele também ressaltou o caráter transversal do projeto, que envolveu múltiplos setores da administração pública distrital. Além do investimento no metrô, que prevê a construção de duas novas estações em Samambaia, serão destinados R$ 122 milhões para melhorias em eixos rodoviários, visando aliviar o trânsito na capital.
“O povo do DF merece respeito e, há muitos anos, sonha com a ampliação do metrô nas duas cidades. Só em Samambaia, cerca de 10 mil pessoas serão atendidas pelas novas estações diariamente, assim que as mesmas forem entregues”, concluiu Everardo, reafirmando a importância e o impacto esperado do projeto para a população.





