Esquerda do DF não comenta contratos milionários do Master a aliados

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Valores mensais chegam a R$ 1 milhão para Guido Mantega e R$ 250 mil para Ricardo Lewandowski, enquanto esposa de ministro do STF recebia R$ 3,6 milhões mensais; gastos de cartão de Vorcaro eram inferiores aos honorários pagos à advogada

Da Redação

Integrantes da esquerda e da extrema-esquerda no Distrito Federal se calam sobre contratos firmados pelo Banco Master com figuras ligadas ao governo Lula e ao Judiciário, que revelam pagamentos mensais expressivos durante o período em que a instituição operava no mercado.

Figuras como o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), o ex-senador Cristovam Buarque Cidadania) e o extremista Ricardo Cappelli (PSB), empregado em uma agência estatal do governo Lula, preferem o silêncio, enquanto o escândalo do Master arrasta Lula e aliados para dentro do esquema.

O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$ 250 mil por mês, totalizando R$ 6,5 milhões entre agosto de 2023 e setembro de 2025, período que inclui sua passagem pelo ministério.

Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, atuou como consultor contratado pelo banco com remuneração de R$ 1 milhão mensal. Já Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, recebeu R$ 3,6 milhões por mês em honorários advocatícios, valor superior aos gastos mensais no cartão de crédito do controlador do banco, Daniel Vorcaro, que chegavam a R$ 2,4 milhões.

Não há informações públicas detalhadas sobre a natureza exata dos serviços prestados em cada contrato, nem sobre a relação entre os valores pagos e o volume ou a complexidade dos trabalhos realizados.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após investigações apontarem irregularidades em títulos de crédito e operações financeiras.

O caso é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, com relatoria do ministro Dias Toffoli no STF. Lewandowski deixou o Ministério da Justiça em janeiro de 2026.

 

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