O problema nesta época festiva não está no chocolate em si, mas sim no açúcar adicionado a ele. A nutricionista Karistenn Brandt, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), explica que o cacau possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de nutrientes como triptofano, fibras, vitamina C e minerais essenciais. Para uma Páscoa mais saudável, recomenda-se optar por chocolates com pelo menos 70% de cacau e verificar os rótulos para identificar ingredientes como açúcares disfarçados.
Especial atenção deve ser dada às crianças, uma vez que o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos do Ministério da Saúde desaconselha o consumo de açúcar nessa faixa etária. A exposição precoce ao sabor doce pode estimular hábitos alimentares pouco saudáveis e aumentar o risco de obesidade e problemas dentários. O consumo de adoçantes também não é recomendado como substituto do açúcar, sendo preferível optar por frutas como alternativa mais saudável.
Em caso de excessos, é importante retomar uma alimentação equilibrada, manter-se hidratado e praticar exercícios físicos. Para aqueles que necessitam de acompanhamento de saúde ou desejam iniciar uma reeducação alimentar, a rede de 176 unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal oferece serviços que vão desde orientações educativas até atendimento especializado, sendo a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS).