Escola oferece oficinas de dança para mais de 300 alunos e se prepara para o Festival da escola

Da Redação

Brasília, 03 de novembro de 2023 – Na Escola Parque Anísio Teixeira, em Ceilândia, a arte é uma parte fundamental da educação diária. De segunda a sexta-feira, os estudantes participam de atividades que visam despertar seu potencial artístico e criativo. Entre as atividades oferecidas, as oficinas de dança atraem um grande público.

O projeto envolve mais de 300 alunos, com uma parte deles se preparando para apresentar um musical baseado no filme “O Rei Leão”, da Disney, em dezembro, durante o festival da escola. Os estudantes foram divididos em grupos para interpretar os personagens do filme.

“Gostei muito da proposta, e meu grupo ficou responsável por recriar um trecho do filme onde as hienas entram na batalha com os leões”, conta Ana Isaura, de 15 anos, aluna do 9º ano do ensino fundamental que pratica dança desde os 3 anos. “Eu ainda não sei se vou levar a dança para minha vida profissional, mas tenho certeza de que ela sempre estará presente na minha vida.”

Atualmente, mais de 300 alunos de todas as escolas públicas da cidade estão matriculados nas oficinas de dança da escola, ministradas de segunda a sexta-feira, no contraturno das aulas. Há aulas de dança contemporânea, jazz-funk, hip-hop e outros estilos populares.

O festival da Escola Parque Anísio Teixeira está programado para 8 de dezembro e apresenta os resultados das oficinas de artes plásticas, dança, música e teatro que fazem parte do projeto pedagógico da escola.

Pedro Henrique dos Santos, de 17 anos, aluno do segundo ano do Colégio Cívico-Militar Centro Educacional 07 de Ceilândia, vai interpretar o personagem Pumba, o javali irreverente de “O Rei Leão”. “Eu amo esse personagem, que é engraçado e extrovertido, mas também tem um lado mais sentimental e inseguro; então, preciso representá-lo de uma forma divertida e imponente”, diz Pedro.

Pedro faz aulas de dança na escola desde 2019 e destaca a superação do preconceito de gênero em relação à dança. “Foi um pouco difícil, pois, no início, tive que enfrentar o preconceito de gente que acha que dança não é coisa de homem”, revela. “Minha relação com a dança começou com minha mãe, que dançava na igreja, então eu a acompanhava nos ensaios e adorava.”

A professora de Pedro, Lidiane Fernandes, comemora o entusiasmo dos alunos com as oficinas: “Me sinto honrada em fazer parte dessa história, porque é um sonho que vemos se tornar realidade. Esta escola é composta por pessoas dedicadas e apaixonadas pelo que fazem. Nossos alunos vêm para as aulas porque também são apaixonados pela arte. É cansativo, mas ver o resultado do seu trabalho é muito gratificante”.

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