Capacitação no Hmib busca aprimorar atendimento, com foco especial em crianças
Brasília, 8 de setembro de 2025 – Nesta semana, será lembrado o Dia Mundial da Sepse (13 de setembro), data que tem como objetivo alertar a população, os profissionais de saúde e as autoridades sobre a urgência do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessa condição. Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse ocorre quando o organismo reage de forma intensa a uma infecção, podendo levar à falência de múltiplos órgãos e até à morte, caso não seja tratada rapidamente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sepse é responsável por 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes por ano em todo o mundo — cerca de 20% de todas as mortes globais. Aproximadamente metade dos casos ocorre em crianças menores de cinco anos. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante: a taxa de mortalidade pode chegar a 60%, enquanto em países desenvolvidos gira em torno de 20%.
A infectologista Clarisse Lisboa, da SES-DF, reforça que o reconhecimento rápido dos sintomas pode salvar vidas. “O diagnóstico e o tratamento ágil fazem toda a diferença para reduzir a mortalidade”, destaca. Ela explica que o atendimento deve começar ainda na primeira hora após a suspeita, período conhecido como ‘hora de ouro’, quando as chances de recuperação são significativamente maiores.
O paciente Michel Strogoph Horovits, internado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), relatou sua experiência:
“No começo, achei que era só um machucado, mas em pouco tempo meu quadro piorou muito. Se não fosse a agilidade da equipe daqui, eu não estaria melhorando. Hoje entendo a importância de reconhecer os sinais cedo.”
Clarisse Lisboa explica que o tratamento da sepse envolve internação em UTI, uso de antibióticos de largo espectro por via intravenosa e, em casos graves, ventilação mecânica, hemodiálise e vasopressores para estabilizar a pressão arterial.
As crianças requerem atenção redobrada. “O sistema imunológico delas ainda não está totalmente desenvolvido, o que as torna mais vulneráveis. Além disso, muitas vezes os sintomas não são claros, já que a criança pode ter dificuldade para se expressar”, ressalta a infectologista. Ela recomenda manter a caderneta de vacinação em dia e buscar atendimento médico imediato ao notar sinais de infecção.
Capacitação para profissionais de saúde
Como parte das ações de conscientização, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), em parceria com a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal (SPDF), promoverá uma capacitação sobre sepse pediátrica.
O evento ocorrerá na quinta-feira (11), no grande auditório do Hmib, com 150 vagas presenciais e também transmissão online pelo Zoom.
Com o lema “Reconhecer para Agir”, a formação tem como objetivo treinar profissionais para identificar rapidamente os sinais da sepse e agir de forma imediata, aumentando as chances de sobrevivência e reduzindo sequelas.
Os participantes receberão certificado emitido pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) do Hmib, além de um certificado digital específico fornecido pela SPDF para os inscritos na modalidade online.






