Dia da Beleza promove acolhimento e autoestima para mães no Hospital de Santa Maria

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Ação integrou serviços de estética, fortalecimento emocional e reencontros entre mães que acompanham seus filhos na unidade

Manicure, cabelo e maquiagem marcaram o Dia da Beleza realizado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) para as mães que acompanham seus filhos internados na Pediatria e na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed). A ação também acolheu mães que já receberam alta, promovendo reencontros, troca de experiências e um momento de atenção a si mesmas em meio à rotina hospitalar.

Para muitas dessas mulheres, a iniciativa foi um convite para se reconhecerem novamente. É o caso de Elissandra de Oliveira Carlos, mãe da pequena Esther, de sete meses, internada há três meses na unidade. Em acompanhamento integral, ela conta que já não se lembrava da última vez em que conseguiu cuidar de si. “É uma alegria para gente, algo diferente da rotina difícil. Fiz cabelo, sobrancelha e as unhas da mão e do pé. Isso levanta o astral”, afirma.

Com a proximidade do Natal, esse cuidado ganha ainda mais significado, já que o período costuma intensificar sentimentos de saudade e cansaço. Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da UCPPed, Raquel Caetano, ações como esta ajudam a aliviar o impacto emocional. “É uma época difícil por estarem longe de casa com os filhos. Nosso foco é amenizar e trazer acolhimento a elas”, explica.

O Dia da Beleza integra as atividades do grupo “Respirar das Borboletas”, que há dois anos desenvolve ações de acolhimento e fortalecimento emocional das mães que acompanham seus filhos no Hospital de Santa Maria. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que tem fortalecido práticas de humanização do atendimento nas unidades sob sua gestão, reconhecendo o cuidado emocional como parte fundamental da assistência.

Com encontros quinzenais, o grupo aborda temas como autocuidado, autoestima e enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas durante longos períodos de internação. Para a assistente social e idealizadora do projeto, Naiara Sousa, esse olhar é essencial. “Durante a internação, elas deixam o autocuidado de lado. No grupo, reforçamos sempre que, para cuidar bem dos filhos, elas também precisam estar bem”, ressalta.

A psicóloga Gabriela Conceição, também idealizadora da iniciativa, destaca o impacto direto na saúde mental. “Essas mulheres vivem uma sobrecarga emocional muito grande. Estar bem mentalmente não significa não sentir medo ou cansaço, mas ter apoio para atravessar esse momento”, ressalta.

O sentimento de acolhimento foi compartilhado por Mônica da Silva, que acompanha o filho Pedro Miguel, de 10 anos, na Pediatria. Sem saber da ação, ela aceitou o convite assim que soube. “Foi algo inesperado e muito bom. Avisaram na sala e eu aproveitei. Fiz a mão e o pé e já me senti bem melhor”, conta.

A iniciativa contou com o apoio do Instituto Embelleze, que levou alunas em formação para realizar os atendimentos. A instrutora Ana Lícia Abreu destacou o valor social da experiência, tanto para as mães quanto para as futuras profissionais. “É muito importante para as alunas, que vivenciam outras realidades. Aqui, cada mãe tem uma história e uma luta. Eu também sou mãe e já estive com meu filho internado, sei o quanto é angustiante. Poder trazer um pouco de alegria para elas é o mínimo que podemos fazer”.

“Mais do que estética, esse momento representa cuidado, escuta e acolhimento. Para muitas mães, é uma pausa necessária em meio a uma rotina exaustiva, um respiro que as fortalece para continuar acompanhando seus filhos”, comenta Naira Sousa.

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