Com Gim e Arruda liderando uma aliança de ex-presidiários para 2026, o DF enfrenta o risco de reviver os escândalos de corrupção que marcaram gestões como as de Agnelo e a “Oração da Propina” de Júnior Brunelli, desafiando a memória coletiva de um povo cansado de desvios bilionários
O Distrito Federal não merece isso. Após anos de cicatrizes abertas por governos desastrosos da esquerda – como o caos de Agnelo Queiroz (PT), marcado por superfaturamentos bilionários no Estádio Mané Garrincha, e o colapso administrativo de Rodrigo Rollemberg (PSB), com apagões e greves intermináveis –, surge agora uma ameaça ainda mais grotesca: a chamada “República dos Condenados” quer voltar ao poder.

Sob o comando de ex-presidiários como o ex-senador Gim Argello e o ex-governador José Roberto Arruda, ambos presos por corrupção, essa aliança oportunista articula um retorno às urnas em 2026, juntando-se a velhos conhecidos dos escândalos, como o próprio Agnelo e o ex-deputado Júnior Brunelli, da infame “Oração da Propina”.
Com promessas vazias de “obras e bênçãos”, eles exploram uma nostalgia tóxica, ignorando o trauma de um DF ferido por desvios que custaram bilhões ao erário público e à confiança dos eleitores.
Essa ressurreição política é um tapa na cara da brasiliense memória coletiva. Gim Argello, apelidado de “Alcoólico” por empreiteiros em referência ao seu codinome na Lava Jato – e de “Gato de Botas” por suas pisadas leves no submundo da corrupção –, foi preso em 2016 na Operação Vitória de Pirro, acusado de embolsar R$ 7,35 milhões em propinas da UTC e OAS para blindar executivos em CPIs da Petrobras.
Condenado inicialmente a 19 anos de prisão por Sergio Moro, cumpriu três anos atrás das grades até ser solto por indulto de Michel Temer em 2019. Sua sentença foi anulada pelo STJ em fevereiro de 2022 por incompetência da Justiça Federal, remetendo o caso à Justiça Eleitoral, e arquivada pelo TRE-DF em março de 2024, recuperando sua elegibilidade.
Agora, o ex-senador planeja disputar o governo ou o Senado em 2026, articulando com Arruda uma frente que cheira a impunidade reciclada. Em 2022, Argello adiou seu retorno por pressão familiar, mas os ventos da anulação judicial sopram a favor de sua ambição.
Ao lado dele, José Roberto Arruda, o eterno sobrevivente da corrupção brasiliense, comanda essa trupe como um maestro do caos. Cassado e preso em 2010 pela Operação Caixa de Pandora – o “Mensalão do DEM” que desviou R$ 50 milhões em propinas para apoio legislativo –, Arruda foi flagrado em vídeo icônico recebendo uma sacola de dinheiro do delator Durval Barbosa.
Condenado por improbidade administrativa, ele viu sua inelegibilidade se estender até 2032 em alguns processos, mas mudanças na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 219/2025) o libertaram retroativamente desde 2022, permitindo candidatura em 2026.
Arruda, que já tentou voltar em 2018 e 2022 sem sucesso, agora flerta com o PSD, percorrendo o DF em uma “campanha silenciosa” de cafés e fotos com eleitores nostálgicos das “obras” de sua era – superfaturadas e embargadas, como o Centrad, que começou com Agnelo.
Seu histórico? Uma prisão por suborno de testemunha e nove processos penais pendentes, mas ele segue como conselheiro nos bastidores, desafiando o bom senso com a cara lavada.
O time dos condenados ganha musculatura com Agnelo Queiroz (PT), réu em múltiplas ações pelo “propinoduto do Mané Garrincha”, que superfaturou em R$ 1,4 bilhão a obra mais cara da Copa de 2014 – um elefante branco que custou ao DF não só dinheiro, mas vidas, com denúncias de propina em doações eleitorais de R$ 300 mil via empreiteiras como Andrade Gutierrez e Via Engenharia.
Condenado por improbidade em 2022, com suspensão de direitos políticos por 10 anos, Agnelo – que defendeu publicamente refazer o estádio – agora é pré-candidato a deputado federal, apostando na base de Lula para se reinventar.
Sua gestão? Prisões de auxiliares, delações de desvios e um legado de ineficiência que o PT tenta apagar com narrativas de “perseguição pela Lava Jato”.
Fechando o quarteto infernal, Júnior Brunelli, o pastor da “Oração da Propina” – vídeo de 2009 onde, ao lado de Leonardo Prudente, agradece “bênçãos” por maços de dinheiro sujo do esquema de Arruda –, planeja voltar à CLDF.
Condenado a quatro anos e seis meses por corrupção passiva em 2020, com anulação parcial em 2022 por incompetência judicial, Brunelli recebeu propina 41 vezes e foi expulso do PSC por trair convenções partidárias.
Agora, no Podemos ou onde o vento levar, ele “ora” por uma volta, ignorando multas de R$ 3 milhões e a repulsa de um eleitorado que não esquece a “bênção” profana.
Essa união da “República dos Condenados” com a extrema-esquerda – que já implodiu com Ricardo Cappelli traindo Leandro Grass – é uma afronta à pacificação que o DF merece.
Enquanto Ibaneis Rocha e Celina Leão entregam eficiência, com R$ 23 milhões em dietas especializadas para pacientes e o menor índice de homicídios em 48 anos, esses oportunistas apostam na amnésia coletiva para repetir desvios como os da CPMI do INSS ou os 27 aumentos tributários de Lula. O eleitor brasiliense, com 59,7% de rejeição ao PT, não cairá nessa,
Em 2026, a memória – e o voto – será a vingança: o DF clama por eficiência, não por ressurreição de fantasmas corruptos.





