Colágeno não é receita milagrosa para juventude eterna

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Especialista explica que reduzir rugas e desacelerar o envelhecimento exige ir muito além da suplementação com a substância

colágeno se tornou a grande aposta para quem busca uma forma de retardar o surgimento de rugas e de manter a pele jovem por mais tempo. Contudo, com a popularidade crescente da substância, especialistas vêm desfazendo alguns mitos em torno do assunto. De acordo com a nutricionista Maíra Azevedo, consumir colágeno não vai garantir a ninguém uma pele bonita e saudável.

Como funciona o colágeno?

Como explica a nutricionista, o colágeno é uma proteína fibrosa encontrada em todo o reino animal. Em termos técnicos, ele contém cadeias peptídicas de uma série de aminoácidos e são elas que, organizadas de forma paralela a um eixo, formam as fibras que proporcionam resistência e elasticidade à pele.

Contudo, a especialista esclarece que embora esse comportamento da substância justifique sua adoção como receita da fonte da juventude, ele está longe de ser a resposta definitiva que as pessoas procuram.

“Envelhecer é inevitável. O que a ciência tem buscado são maneiras de esses sinais ficarem menos evidentes. Os estudos mostram que apenas o colágeno não é o suficiente para atingir resultados benéficos, pois inúmeros fatores interferem no processo de envelhecimento celular”, reforça.

De fato, ela afirma que algumas atitudes podem melhorar a saúde da pele como uma alimentação saudável e balanceada, que supra as demandas energéticas necessárias diariamente. Isso significa buscar fontes de vitaminas como C e E, que são excelentes antioxidantes, e minerais, que, combinados ao colágeno, podem ajudar a desacelerar o processo de envelhecimento.

Entendendo como a pele envelhece

A nutricionista defende a importância de se entender que existem dois processos de envelhecimento, o intrínseco – ou cronológico – e o extrínseco – ou fotoenvelhecimento. Como ela explica, o primeiro acontece naturalmente e é inevitável. Ele está relacionado a fatores genéticos que resultam na diminuição da proliferação celular, caracterizada pelo aparecimento de rugas finas, e outros fatores.

Já o segundo sofre interferência direta da pessoa e depende da associação entre fatores ambientais como o tabagismoalcoolismo e poluição com o tempo, a frequência e a intensidade de exposição da pele à radiação solar. De qualquer forma, Maíra reforça que justamente por ter causa multifatorial, apenas a suplementação de colágeno não é eficaz para reverter o processo.

Colágeno para quê?

Por fim, a nutricionista explica que é importante desfazer os mitos que se formaram em torno do consumo do colágeno tanto para evitar que a pessoa dê atenção desproporcional à substância como para que ela perceba a importância de outros alimentos em uma dieta balanceada.

“O predomínio de aminoácidos como glicina, prolina, lisina, hidroxiprolina, hidroxilisina e alanina, e a ausência da maioria dos aminoácidos essenciais como o triptofano, faz com que o colágeno seja considerado uma fonte proteica pobre para a dieta humana. Por isso, os benefícios dele serão os mesmos do consumo de alimentos fontes de proteínas”, esclarece.

Diante de tudo isso, Maíra Azevedo reforça que ainda que a substância possa ser integrada a uma estratégia que busca prolongar a saúde da pele, ela também precisa ser aliada a hábitos alimentares e de vida saudáveis. Além disso, a nutricionista destaca que é preciso alinhar as expectativas, tendo em vista que o envelhecimento é um processo natural.

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