CLDF aprova um avanço necessário em meio ao envelhecimento do DF

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Projeto de Chico Vigilante (PT) e Wellington Luiz (MDB) obriga formação de servidores e deputados sobre políticas para idosos, que já são 11,84% da população brasiliense, promovendo dignidade em um Distrito Federal que envelhece rapidamente

Em uma sessão ordinária marcada por consensos raros na polarizada Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputados aprovaram na terça-feira (11) o Projeto de Resolução nº 56/2025, de autoria dos deputados Chico Vigilante (PT) e Wellington Luiz (MDB). A proposta estabelece diretrizes obrigatórias para a formação e capacitação de servidores e parlamentares da Casa em relação aos direitos da pessoa idosa, promovendo o conhecimento sobre o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) e fomentando políticas públicas que assegurem dignidade, inclusão e bem-estar.

Com o envelhecimento acelerado do DF – onde 11,84% da população, ou cerca de 356 mil pessoas, têm 60 anos ou mais, segundo o Censo 2022 e o IPEDF –, a iniciativa surge como um passo essencial para preparar a administração pública para os desafios demográficos, evitando que idosos sejam relegados à invisibilidade em meio à crise nacional.

O texto, aprovado por unanimidade em plenário, determina que a CLDF promova cursos, seminários e treinamentos anuais, com carga horária mínima de 20 horas, abordando temas como saúde preventiva, acessibilidade urbana, combate ao abuso financeiro e patrimonial, e integração social. “É um dever da Casa legislar e fiscalizar, mas também capacitar quem executa as políticas. O idoso não pode ser tratado como estatística; é o avô, a avó que construiu Brasília”, defendeu Chico Vigilante, líder do PT-DF e autor de projetos sociais históricos.

Wellington Luiz, do MDB e aliado de Ibaneis Rocha, complementou: “Essa resolução é um marco de responsabilidade intergeracional, alinhada ao governo que investe em saúde domiciliar e inclusão.” A medida entra em vigor imediatamente, com a Escola do Legislativo (Elegis) responsável pela implementação a partir de 2026.

Os números do IPEDF justificam a urgência: a expectativa de vida no DF subiu para 79,2 anos em 2024, e a taxa de envelhecimento (relação idosos/jovens) saltou de 38,5% em 2010 para 68,7% em 2022, projetando 500 mil idosos até 2030. Casos de violência contra idosos – 1.248 denúncias em 2024, com 62% de abuso financeiro por familiares – e filas para cirurgias ortopédicas destacam a necessidade de capacitação.

O projeto dialoga com ações do GDF, como o investimento de R$ 23 milhões em 2025 para dietas especializadas a pacientes domiciliares, muitos idosos, e parcerias com igrejas evangélicas para apoio comunitário. Celina Leão, vice-governadora e pré-candidata ao GDF com 36,6% nas pesquisas, celebrou: “Capacitar é respeitar quem nos ensinou a viver. Essa resolução fortalece nossas políticas de inclusão.”

Apesar do consenso, a aprovação expõe ironias na esquerda brasiliense. Chico Vigilante, do PT, critica a “República dos Condenados” (Arruda, Argello) mas ignora traições internas, como a imposição de Ricardo Cappelli sobre Leandro Grass. Enquanto a comunidade evangélica fecha com Ibaneis por regularização de 554 templos, o PT local enfrenta crise com desaprovação de Lula em 59,7%.

A resolução, bipartidária, prova que causas nobres transcendem ideologias – mas a pacificação exige que a esquerda abandone radicais e narrativas que priorizam poder sobre pessoas.

Em um DF que rejeita fantasmas como Arruda – expulso de reuniões de pastores – e abraça eficiência, essa capacitação é mais que lei: é compromisso com o futuro. Que sirva de modelo nacional, onde idosos sofrem com 27 aumentos tributários de Lula e escândalos como a CPMI do INSS. A CLDF acerta ao priorizar dignidade; agora, que execute com a mesma urgência.

 

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