Centro público de ensino promove inclusão de pessoas com deficiência visual no DF

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(Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília)

Instituição oferece educação inclusiva, atividades complementares e apoio para deficientes visuais no DF

Brasília, 28 de novembro de 2024 – O Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (Ceedv), vinculado à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), se destaca como referência em inclusão e acessibilidade na capital federal. Há décadas, a instituição transforma vidas ao oferecer alfabetização em braile, formação escolar completa e capacitação para o mercado de trabalho a pessoas com baixa visão, cegas ou surdocegas.

Com 440 alunos matriculados, o Ceedv busca integrar os estudantes à rede regular de ensino e prepará-los para desafios pessoais e profissionais. A equipe pedagógica inclui professores especializados no ensino do braile, português e soroban, além de suporte de uma equipe multidisciplinar que oferece atendimentos psicológico, fonoaudiológico e psicopedagógico.

“O compromisso da Secretaria de Educação é garantir acessibilidade e equidade para que todos os estudantes com deficiência tenham acesso à educação e oportunidades, respeitando suas particularidades”, afirma Vera Lúcia Ribeiro, subsecretária de Educação Inclusiva e Integral.

Mais do que ensino: inclusão em todas as áreas

O Ceedv vai além da formação acadêmica, promovendo atividades complementares como música, artes visuais, teatro, natação e educação física. Destaque na instituição, a Atividade da Vida Social e Autônoma (Avas) oferece aos estudantes uma réplica de uma casa onde aprendem tarefas cotidianas, como cozinhar, arrumar a cama e lavar louça, incentivando a independência.

Ismael Vitorino, 38, é ex-aluno do Ceedv e sabe da importância do trabalho realizado no centro de ensino

A escola também é sede do Centro de Apoio Pedagógico (CAP), que produz materiais didáticos e literários em braile. Esses materiais são distribuídos para toda a rede pública do DF, assegurando que estudantes com deficiência visual tenham acesso igualitário ao conteúdo escolar.

“A transcrição de livros para o braile é essencial para garantir que os alunos aprendam junto com seus colegas, sem barreiras”, explica a professora Ana Paula Castro.

Clube do Ledor: leitura e solidariedade

Outro pilar do Ceedv é o Clube do Ledor, ativo desde 1992 na Biblioteca Braille Elmo Luz. O grupo conta com cerca de 60 voluntários que auxiliam deficientes visuais em tarefas escolares, estudos para vestibulares e concursos.

Deusdede Marques, coordenador do clube, destaca o impacto do projeto. “Essa iniciativa transcende a escola, conectando voluntários e estudantes, inclusive internacionalmente, e mostrando que a inclusão não tem limites.”

A aposentada Sônia Gentil, 61 anos, é voluntária há uma década. “Admiro a força de vontade dos alunos. Ler para eles é uma maneira de retribuir as bênçãos da vida”, diz ela.

Um dos beneficiados pelo Clube do Ledor, Ismael Vitorino, 38, reconhece a importância da instituição: “Fui alfabetizado aqui e agora estudo para concursos. Para nós, deficientes visuais, o mercado de trabalho é um grande desafio. Este apoio faz toda a diferença.”

O Ceedv reafirma seu papel transformador, mostrando que educação e acessibilidade são instrumentos poderosos para promover autonomia e inclusão.

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