Celina Leão e Roosevelt Vilela defendem mais escolas cívico-militares no DF

Governadora cita meta de 20 novas unidades em eventual mandato; rede passaria de 26 para 31 escolas com cinco autorizações

Da Redação

O deputado distrital Roosevelt Vilela e a governadora Celina Leão defendem a ampliação do modelo de escolas cívico-militares na rede pública do Distrito Federal.

A discussão ocorre após a sanção da Lei nº 7.937/2026, de autoria de Roosevelt Vilela, que estabelece regras para gestão, disciplina, organização e atividades dessas unidades. A norma foi sancionada por Celina em julho.

A proposta prevê gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública. A área educacional permanece responsável pela gestão pedagógica. A segurança participa de ações disciplinares e de formação cívica.

Em entrevista ao portal Estrutural On-line, Celina afirmou que pretende ampliar o modelo e apresentou a meta de levar o programa a pelo menos 20 novas escolas no primeiro ano de um eventual novo mandato. Disse que a principal função das unidades deve ser garantir ambiente voltado ao aprendizado.

Segundo Roosevelt Vilela, a gestão autorizou outras cinco escolas cívico-militares. Com isso, a rede passaria das atuais 26 para 31 unidades. O deputado afirmou que pretende manter recursos para melhorias estruturais, projetos de artes marciais e ações de primeiros socorros.

A lei determina que a escolha das unidades considere vulnerabilidade social, índices de criminalidade, desenvolvimento humano e indicadores educacionais. Escolas interessadas deverão realizar audiências públicas com a comunidade escolar.

Entre os objetivos previstos estão melhoria da qualidade do ensino, prevenção da violência, fortalecimento da cultura de paz e redução de repetência e abandono.

Em audiência pública da Câmara Legislativa em abril, profissionais da educação e familiares de alunos defenderam a ampliação do modelo. O projeto foi aprovado em julho. A lei entra em vigor 90 dias após a publicação e admite regulamentação pelo governo.

O marco legal mantém a pedagogia com profissionais da educação. Militares da reserva e integrantes das forças de segurança poderão atuar em atividades disciplinares e cívico-cidadãs. A legislação prevê participação da comunidade na gestão e alinhamento à Base Nacional Comum Curricular.

 

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