CEF 2 do Paranoá celebra o Dia da Consciência Negra com atividades culturais

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(Foto: Mary Leal)

Alunos do centro de ensino têm ano dedicado a temáticas antirracistas e eventos comemorativos ao Dia da Consciência Negra

Da Redação

Brasília, 20 de novembro de 2023 – Durante todo o ano letivo, o Centro de Ensino Fundamental 2 do Paranoá incorpora ensinamentos antirracistas em sua grade curricular, contemplando 1.500 alunos, incluindo os da Educação de Jovens e Adultos (EJA), proporcionando aprendizado sobre a história e cultura africana, fomentando reflexões sobre a influência da população negra na sociedade brasileira.

No último dia 17, a instituição iniciou uma série de atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira (20). O evento incluiu um desfile de moda da beleza negra, contação de histórias africanas, afro-brasileiras e indígenas, contando com a participação de diversos convidados.

Para a aluna do sexto ano, Samila Cristiane Pacheco, 13, que desfilou pela primeira vez, a experiência foi enriquecedora ao apresentar um pouco da cultura africana, destacando suas roupas, cores vibrantes nos tecidos, e adornos, essenciais à beleza africana.

Desde o início do ano letivo, os alunos têm participado de oficinas relacionadas à cultura negra, envolvendo percussão, pintura em tecidos africanos, dança e capoeira, com apoio de estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e artistas da cidade.

As ações decorrem do projeto “Circulando Africanidades”, implementado em 2015 na Coordenação Regional de Ensino do Paranoá, reunindo professores engajados nessa temática.

A coordenadora atual do projeto, a professora de História Maria Goretti Vieira Vulcão, enfatiza a importância de aproximar os estudantes da cultura africana, visando fomentar o respeito e valorização desta. Destaca ainda que a celebração da africanidade não deve se limitar a novembro, mas ser uma constante no ambiente escolar.

A aluna Samila compartilha como o estudo da identidade negra a ajudou a lidar com situações de racismo, enfatizando a importância de compreender e valorizar sua própria cultura.

O encerramento da festa, no pátio da escola, contou com a presença da musicista Martinha do Coco, conhecida como Rainha do Paranoá, que levou músicas autorais e a dança regional, contribuindo para o resgate da identidade e ancestralidade, e ressaltando a relevância da escola na promoção da cultura popular.

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