Caps II de Taguatinga promove arte e saúde mental no Janeiro Branco

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(Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF)

Ação cultural abre programação do ano e reforça cuidado psicossocial na comunidade

Brasília, 30 de janeiro de 2026 – O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Taguatinga abriu as portas, nesta quinta-feira (28), para receber a comunidade em uma programação dedicada à arte, à cultura e à promoção da saúde mental. O primeiro encontro do ano teve como tema o Janeiro Branco, campanha que estimula reflexões, recomeços e o cuidado com o bem-estar emocional.

A atividade apresentou informações sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e o Serviço de Assistência em Saúde Mental por meio de Inteligência Artificial (SAMia). A programação incluiu ainda ações de musicoterapia, com apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília, além de exercícios de respiração guiada e dança circular, compondo uma proposta integrada de cuidado e expressão.

A iniciativa faz parte do principal projeto do Caps II de Taguatinga para 2026, o Movimenta Caps, que busca ampliar o acesso dos usuários a experiências artísticas e culturais. Segundo a gerente da unidade, Aline Canuto, a proposta é aproximar a cultura da realidade dos pacientes. Ela relata que muitos usuários tiveram o primeiro contato direto com instrumentos musicais durante o evento, demonstrando curiosidade e interesse pela atividade.

As ações também reforçam o papel das assembleias realizadas nas unidades do Caps, que funcionam como espaços de participação ativa de usuários, familiares e profissionais. Em Taguatinga, os encontros ocorrem na tarde da última quarta-feira de cada mês e contribuem para o fortalecimento do diálogo com a comunidade e para o estímulo ao protagonismo dos pacientes.

Moradora do Setor M Norte, Maria Lucia Alves, de 72 anos, destaca o acolhimento oferecido pela equipe multiprofissional da unidade. Para ela, as atividades propostas favorecem o convívio social e demonstram o empenho dos profissionais. Seu filho, Flávio Alves Júnior, de 43 anos, realiza tratamento no local desde 2007, e a família acompanha de perto as ações desenvolvidas pelo serviço.

A aposentada ressalta ainda a importância da participação dos usuários e familiares nas atividades. Segundo ela, o envolvimento coletivo fortalece o serviço e contribui para a continuidade das iniciativas, que vão além do atendimento clínico e estimulam a integração social.

A Rede de Atenção Psicossocial é composta por sete componentes que atuam de forma articulada, oferecendo assistência em saúde mental conforme as necessidades da população. Os Caps são responsáveis pelo cuidado de pessoas com sofrimento mental grave e persistente ou com uso abusivo de álcool e outras drogas. Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 centros psicossociais de diferentes modalidades.

Em situações de urgência ou emergência em saúde mental, a população pode procurar diretamente prontos-socorros, unidades de pronto atendimento, unidades básicas de saúde ou acionar serviços especializados, como o Samu 192 e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

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