Treinamento promovido pelo SLU busca reduzir riscos e garantir proteção dos trabalhadores
Brasília, 19 de fevereiro de 2025 – Para fortalecer a segurança dos catadores de recicláveis e minimizar os riscos a que estão expostos, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) iniciou uma nova rodada de capacitações voltadas aos trabalhadores das cooperativas contratadas pela autarquia. A iniciativa, que teve início nesta terça-feira (18) na Instalação de Recuperação de Resíduos Sólidos (IRR) de Brazlândia, seguirá até abril em outras unidades localizadas no Paranoá, Ceilândia, SCIA/Estrutural, SIA e Asa Sul.
Os treinamentos abordam a identificação de riscos ambientais, prevenção de acidentes e o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Segundo Allyson Silva, gerente de Segurança do Trabalho do SLU, a capacitação também inclui a distribuição de uma cartilha com informações para consulta contínua. “Nosso objetivo é garantir que os trabalhadores saibam como agir em situações de risco e tenham acesso a orientações de segurança no dia a dia”, afirmou.
Maria Júlia Santana, catadora da Associação dos Catadores e Recicladores de Brazlândia (Acobraz), destacou a importância do treinamento. “Esse trabalho é essencial, e a proteção é fundamental. A máscara me ajuda por causa da asma, e as luvas e botas nos protegem contra cortes e outros riscos”, disse.
Desde 2018, o SLU realiza treinamentos regulares para os catadores que atuam nos galpões de reciclagem, reforçando planos de contingência para evitar acidentes e garantir um ambiente de trabalho seguro.
Descarte correto evita acidentes
A população também tem papel fundamental na proteção dos trabalhadores da limpeza urbana. Objetos cortantes, como garrafas de vidro, espelhos e facas, devem ser descartados de forma segura, preferencialmente dentro de caixas ou garrafas PET, acompanhados de um aviso para alertar os coletores.
A diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, alerta para os perigos do descarte inadequado. “Esses materiais possuem valor de reciclagem, mas podem causar danos graves se não forem acondicionados corretamente”, explicou.
Resíduos de saúde, como seringas e medicamentos injetáveis, não devem ser descartados na coleta comum. O correto é entregá-los em Unidades Básicas de Saúde (UBS), pois possuem risco biológico e podem causar contaminação. Já os resíduos eletrônicos devem ser levados aos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), cujo mapeamento pode ser consultado junto à Secretaria do Meio Ambiente (Sema).





