Artista morreu neste domingo (18), no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, após aproximadamente um ano de tratamento contra câncer; autor de sucessos como Retalhos de Cetim e Charlie Brown deixa legado na música brasileira
Da Redação
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18/10), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Segundo informações confirmadas pela assessoria do artista, ele estava em tratamento contra um câncer havia aproximadamente um ano.
A morte ocorreu por volta das 20h, conforme comunicado divulgado por sua equipe. Até a divulgação da informação, não haviam sido anunciados detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Benito di Paula construiu uma carreira de destaque na música popular brasileira, especialmente no samba romântico, com sucessos como Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Se Não For Amor e Vai Ficar na Saudade.
Ao longo de sua trajetória, o músico desenvolveu um estilo próprio, marcado pela presença do piano, pelas composições românticas e pela combinação de elementos do samba com outras influências musicais.
Assessoria confirma morte e destaca trajetória musical
Em comunicado, a equipe de Benito di Paula confirmou o falecimento e destacou a contribuição do cantor para a música brasileira.
“Ao longo da carreira, emplacou canções que se tornaram clássicos populares e consolidou uma obra reconhecida por sua personalidade artística”, afirmou a assessoria.
A nota também ressaltou a importância do músico para o samba e a canção popular.
“Sua partida deixa uma lacuna na música brasileira e encerra a trajetória de um artista que marcou a história do samba e da canção popular no país.”
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as cerimônias de despedida.
Benito di Paula nasceu em Nova Friburgo e começou a cantar ainda jovem
Nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula tinha como nome de nascimento Uday Vellozo.
O contato com a música começou dentro de casa. Seu pai era músico amador e tocava piano, bandolim e violão, instrumentos que fizeram parte do ambiente familiar durante a infância do futuro artista.
Ainda adolescente, Benito recebeu um convite de Alfredo Motta, um incentivador de sua carreira, para se apresentar no Hotel Avenida, em Nova Friburgo.
A experiência marcou o início de sua trajetória profissional, que posteriormente o levaria a conquistar projeção nacional.
Retalhos de Cetim impulsionou carreira nos anos 1970
A consolidação de Benito di Paula no cenário musical brasileiro ocorreu principalmente na década de 1970.
Em 1973, a canção Retalhos de Cetim tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira e contribuiu para ampliar sua popularidade.
Segundo os dados apresentados sobre sua trajetória, a música ultrapassou a marca de 150 mil cópias vendidas, resultado que ajudou a estabelecer o cantor entre os nomes conhecidos do samba romântico.
A composição tornou-se uma das referências de seu repertório e permaneceu associada à identidade artística do músico ao longo das décadas seguintes.
Charlie Brown e outros sucessos marcaram seu repertório
Além de Retalhos de Cetim, Benito di Paula gravou músicas que conquistaram espaço no repertório popular brasileiro.
Entre as canções de maior destaque estão:
- Charlie Brown
- Se Não For Amor
- Beleza que É Você, Mulher
- Vai Ficar na Saudade
- Retalhos de Cetim
As composições ajudaram a consolidar um estilo musical que aproximava o samba de melodias românticas e interpretações acompanhadas pelo piano.
A atuação simultânea como cantor e pianista também se tornou uma característica reconhecida de suas apresentações.
Parceria musical com o filho Rodrigo Vellozo
A música também esteve presente na trajetória familiar de Benito di Paula.
Seu filho Rodrigo Vellozo seguiu a carreira artística como cantor e pianista, dando continuidade à relação da família com a música.
Em 2020, pai e filho lançaram juntos o álbum O Infalível Zen, trabalho que reuniu duas gerações de músicos em um mesmo projeto.
A parceria representou um dos momentos da fase mais recente da carreira de Benito.
O artista também enfrentou uma perda familiar em 2019, quando seu filho André Vellozo morreu aos 36 anos.
Legado de Benito di Paula na música brasileira
A trajetória de Benito di Paula foi marcada pela popularização de canções que atravessaram diferentes gerações de ouvintes.
Com interpretações acompanhadas pelo piano e composições que abordavam sentimentos e experiências cotidianas, o músico construiu uma identidade reconhecível no cenário da música popular brasileira.
Seu repertório permanece associado ao samba romântico, especialmente às gravações que alcançaram grande repercussão durante os anos 1970.
A morte do cantor, aos 84 anos, encerra uma carreira de décadas dedicada à composição, à interpretação e ao piano.
As informações sobre velório e sepultamento ainda aguardam divulgação por parte da família ou da assessoria do artista.


