Câncer de pele pressiona rede pública e reforça alerta para prevenção

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(Foto: Divulgação/IgesDF)

Hospital de Base registra mais de 200 quimioterapias para melanoma no Distrito Federal

Brasília, 30 de dezembro de 2025 – Responsável por aproximadamente 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no Brasil, o câncer de pele tem provocado impacto crescente na rede pública de saúde. No Distrito Federal, esse cenário se reflete diretamente na rotina do Hospital de Base do DF (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde foram realizados, neste ano, 207 procedimentos de quimioterapia para tratamento de melanoma.

De acordo com a gerente de Operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias, apesar de ser um tipo de câncer bastante frequente, muitos pacientes demandam terapias complexas e acompanhamento contínuo. “Essa condição amplia a utilização dos serviços hospitalares, especialmente em uma unidade de referência como o Hospital de Base”, explica.

Estudos apontam que medidas simples de prevenção, como o uso diário de protetor solar, podem reduzir de forma significativa a incidência da doença e gerar uma economia superior a R$ 2,5 bilhões em gastos hospitalares nos próximos cinco anos. A exposição solar intensa e constante ao longo do ano coloca o Brasil entre os países com maior número de casos, atrás apenas da Austrália. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que cerca de 200 mil brasileiros recebem diagnóstico de câncer de pele anualmente, somando os tipos melanoma e não melanoma.

O melanoma tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que protege naturalmente a pele contra a radiação solar. Já os tumores não melanomas surgem na camada mais superficial da pele, são mais comuns a partir dos 40 anos e correspondem a cerca de 95% dos casos registrados no país.

Atenção aos sinais

Alterações em pintas ou sinais, como mudanças de cor, formato ou tamanho, devem ser observadas com atenção. Manchas ou feridas que não cicatrizam, coçam, formam crostas ou apresentam sangramento também podem indicar lesões suspeitas.

Segundo a dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base, o diagnóstico precoce é decisivo. “O câncer de pele tem altas taxas de cura quando identificado no início. Lesões que não cicatrizam entre dez e 15 dias precisam ser avaliadas por um profissional de saúde”, orienta.

Dezembro Laranja e cuidados no verão

O mês de dezembro é marcado pela campanha Dezembro Laranja, voltada à conscientização sobre o câncer de pele. Com a chegada do verão, período de férias e maior exposição ao sol, especialistas reforçam a necessidade de intensificar os cuidados preventivos.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele apresenta taxa de cura superior a 90%. Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar, pele clara e exposição solar excessiva. O horário entre 10h e 16h concentra maior incidência de raios ultravioleta, mais nocivos à pele e associados ao surgimento da doença.

Além do uso diário de protetor solar com fator de proteção mínimo 30, a orientação inclui o uso de chapéus, bonés, óculos escuros e guarda-sol. “A quantidade correta é, em média, uma colher de sopa cheia ou o volume equivalente à palma da mão para todo o corpo, com reaplicação a cada duas horas ou após contato com a água”, destaca a dermatologista.

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