Caiado defende perdão a Bolsonaro e criação da SulPol em entrevista no JN

Durante participação no Jornal Nacional nesta terça-feira, Ronaldo Caiado (PSD) apresentou propostas de anistia, limite de gastos públicos e cooperação policial internacional

Da Redação

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (25), durante passagem pela bancada do Jornal Nacional, que concederá anistia “geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, incluindo Jair Bolsonaro (PL), caso chegue ao Palácio do Planalto.

Para justificar a proposta, argumentou que o país precisa encerrar ciclos de confronto político e traçou paralelo com a situação judicial de Lula (PT). Na avaliação de Caiado, o perdão seria uma ferramenta de “pacificação” e seguiria tradição já vista em outros momentos da história brasileira.

Nesse contexto, mencionou as decisões que beneficiaram Lula e permitiram ao petista voltar à disputa eleitoral. Lula não foi anistiado. Suas condenações na Lava Jato foram anuladas pelo STF em 2021, inicialmente porque a Corte concluiu que a Justiça Federal do Paraná não tinha competência para julgar os processos.

Caiado prometeu ainda emenda constitucional para limitar as despesas públicas a 50% do PIB, corrigidas pela inflação. Reconheceu que ainda não apresentaria respostas detalhadas para algumas das mudanças econômicas de um eventual governo. Pressionado sobre aposentadorias, crédito e ajuste das contas públicas, respondeu que não tinha condições de entrar em “minúcias” naquele momento.

Na segurança, a proposta apresentada foi levar o combate ao crime para além das fronteiras brasileiras. Ele defendeu a criação da SulPol, estrutura de cooperação policial com países vizinhos inspirada na Europol, e afirmou que o governo Lula não enfrenta adequadamente o narcotráfico.

O candidato afirmou que nunca colocou em dúvida resultados eleitorais. No final da entrevista, Caiado cobrou do STF a abertura dos sigilos das investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS. Defendeu que eventuais informações relevantes sejam conhecidas antes de os brasileiros irem às urnas.

Segundo o presidenciável, o objetivo é evitar que o eleitor seja “surpreendido” depois da eleição. No Datafolha citado no material, Caiado registra 5%. Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. Renan Santos (Missão) tem 4%, Romeu Zema (Novo) 3% e Augusto Cury (Avante) 2%.

Depois de Zema e Caiado, o Jornal Nacional recebe Renan nesta quarta-feira (26), Lula na quinta (27), Flávio na sexta (28) e Cury no sábado (29).